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“Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe …” Ditado português
Esse, é um dos muitos que minha ‘vó Maria’ usava. Uma enciclopédia ambulante de conhecimento e aplicação na vida; foi dela que aprendi, na medida em que eu fui conseguindo entender, o que aqueles ‘enigmas’ queriam dizer. Era assim que me pareciam - enigmas, porque me faltava a prática da vida, apesar de entender as palavras.
Tudo é passageiro, essa é a mensagem principal e a moral da história, sim! Porque dentro dessa frase cabe todo um conteúdo útil, que se pode desfrutar depois de ser extraído. A impermanência, é o que fica patente, e isso serve para tudo: sentimentos, situações - experiências que conversam diretamente com a nossa paciência.
Afinal, é no ‘pretenso mal’ que o aprendizado se consolida, é no também, ‘pretenso bem’ que relaxamos, uma espécie de bônus, que a vida nos dá. Vale ressaltar aqui, que o bem pode se revelar um mal e o mal pode se tornar um bem.
Mas por quê nunca reclamamos do bem? E que na verdade, passa tão rápido; enquanto o mal pode se arrastar por tempo demasiado? Chego a pensar que a passagem do tempo se altere, em rápida e demorada, conforme a situação que vivemos.
Curiosamente, é o mesmo ‘tempo’ quem define, se o bem é um mal ou se o mal é um bem.
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