domingo, 24 de dezembro de 2017




Amigos ...













Estamos às portas de mais um Natal e de um outro ano que se inicia. 

Vamos procurar ter uma maior consciência.

Devemos nos lembrar, de que tudo é uma continuidade do que já vivemos.  Conforme me disse uma amiga: "continuidade e possibilidades!"

Apenas, teremos mais oportunidades de acertar e continuar no firme propósito da busca de nós mesmos. 

Desejo a todos um feliz Natal e um excelente 2018!  










 Até a volta!

sábado, 23 de dezembro de 2017





Obrigada ...  pelas mais de 55.000 visualizações!












RE_EDIÇÃO 
Caminho, busca e encontro
15/10/17









Caminho e busca, são coisas certas nas nossas vidas.  Ele - penoso e secreto, ela - instigante, árdua e eterna, epopeia e desgraça.

Caminhos nem sempre são retos, às vezes tentamos seguir as ‘migalhas de pão’ - esquecidas pelos bicos dos pássaros famintos  -  e nos perdemos na floresta.

Andar por eles, é como galgar os lances das escadas da torre mais alta da igreja e de lá me precipitar às pedras da rua.

Ou ceder à força que me arremete ao fundo do inferno, de onde devo ascender.

O encontro é sempre fugidio e incerto - a cenoura a frente do coelho, a uma certa distância, que o faz correr.  A mim, me faz caminhar, em sua direção - e caminhando me deparo com outras coisas, sentimentos e situações que não previ.

Mesmo quando espreito por detrás da porta que eu mesmo fechei – por raiva/medo ou coragem - estou eu, no meu caminho - e busco - sem saber o quê.

Nem quando encosto meu nariz no vidro gelado das janelas, e apenas olho o mundo com olhar de observador, faço uma escolha, breve mas faço, ainda caminho.

Se conto os meus saltos na vida, ou se contabilizo as pedras, ainda assim estou na busca.

O encontro?  Só Deus é quem sabe!

Encontrar o que busco é bem improvável, porque quando saí a caminhar, meu propósito era ‘um’, mas nas quebradas sinuosas da estrada, ele já não é mais o mesmo, ou talvez pelas mesmas quebradas, eu tenha me afastado dele.







RE_EDIÇÃO 
Roseli, o tanquinho e eu
21/12/15


arte: cheiro de alecrim


A vilã vem primeiro, Roseli,  prima caçula de minha mãe.
O tanquinho, objeto do drama.
Eu, dona do tanquinho e vítima.

Vou contar como foi:

O tanquinho foi presente de meu avô materno, acho que mandou fazer sob medida, porque era idêntico a um de verdade, só que em tamanho bem menor... nunca vi outro igual!
Eu brincava com ele todos os dias, e depois guardava com todo cuidado, em cima de uma lata no quintal. Tinha que ser bem colocado pra não cair... e isso eu fazia sempre, não queria que nada acontecesse ao meu brinquedo tão original!
Um dia, Roseli veio nos visitar junto com sua mãe, tia Lila.

Ela é uns dez anos mais velha que eu, já era uma adolescente, eu uma criança. Encantou-se com o meu brinquedo e quis brincar com ele. Brincamos... Pelo menos acho que brincamos. Na hora de colocá-lo no lugar, ela quis fazê-lo e fez.  Ela era maior então, devia saber o que fazia!

Sempre achei que foi de propósito... Na manhã seguinte, não havia mais brinquedo, apenas alguns cacos de concreto espalhados pelo chão, com eles a minha tristeza!
A responsável pela destruição do meu brinquedo não tinha sido eu, que gostava tanto dele! Por muito tempo eu cuidei muito bem dele até que, Roseli viesse e acabasse com a minha alegria!
Nunca ninguém ligou pra minha raiva, mas eu fui responsabilizada por ele ter caído e se partido em cacos! Me disseram: "Também você não guardou direito, bem feito!". Foi assim que me tornei a "vítima" e ela vilã!







“O corpo é como um planeta. Ele é uma terra por si só. Como qualquer paisagem, ele é vulnerável ao excesso de construções, a ser retalhado em lotes, a se ver isolado, esgotado e alijado do seu poder.
A mulher mais selvagem não será facilmente influenciada por tentativas de urbanização. Para ela, as questões não são de forma, mas de sensação. O seio em todos os seus formatos tem a função de sentir e de amamentar. Ele amamenta? Ele é sensível? Então é um seio bom.
Já os quadris são largos por um motivo. Dentro deles há um berço de marfim acetinado para a nova vida. Os quadris da mulher são estabilizadores para o corpo acima e abaixo deles. Eles são portais, são uma almofada opulenta, suportes para as mãos no amor, lugar para as crianças se esconderem.
As pernas foram feitas para nos levar, às vezes para nos empurrar. Elas são as roldanas que nos ajudam a subir; são o anulo, o anel que abraça o amado. Elas não podem ser criticadas por serem muito isso ou muito aquilo. Elas simplesmente são.
No corpo, não existe nada que “devesse ser” de algum jeito. A questão não está no tamanho, no formato ou na idade, nem mesmo no fato de ter tudo aos pares, pois algumas pessoas não têm. A questão selvagem está em saber se esse corpo sente, se ele tem um vínculo adequado com o prazer, com o coração, com a alma, com o mundo selvagem. Ele tem alegria, felicidade? Ele consegue ao seu modo se movimentar, dançar, gingar, balançar, investir? É só isso o que importa”.

Clarissa Pinkola Estés

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017




Angélica na cozinha _______________







DONA BERINJELA


Essa receita pode ser consumida quente ou fria, como antepasto.


INGREDIENTES

- 6 berinjelas médias, cruas e cortadas ao meio no sentido do comprimento

- 350 gramas de provolone em tiras 

- 300 gramas de presunto picado em cubos bem pequenos

- 2 ovos

- 1 cebola picadinha

- 1 tomate grande, picado bem pequeno, sem pele e sem sementes

- 1 colher sopa de mostarda

- orégano, lemon peper, gergelim (opcional)

- parmesão ralado para polvilhar

- azeitonas verdes

- sal e azeite

- farinha de amendoim ou farinha de linhaça

- farelo de aveia ou aveia fina


MODO DE PREPARO

Faça talhos nas metades de berinjela, no sentido do comprimento, uns 4 a 6, com o cuidado de não atingir a casca.

Corte pedaços de provolone, em tiras + ou - grossas,
que encaixem nas fendas das berinjelas.

Faço alguns furinhos na polpa delas, com um palito de churrasco, para que o tempero possa penetrar mais tarde.

Por experiência, percebi que se eu recheá-las e congelá-las, ficarão mais firmes na hora de levar ao forno.  Devem ser retiradas uma meia hora antes de colocar a cobertura.

O sal e temperos secos podem ser colocados sobre ela nessa hora.

Coloque-as num recipiente alto, que irá ao forno, para não espirrar.

Para a cobertura faça o seguinte creme, que deve ficar bem grosso:  junte o presunto, o tomate, a cebola, sal, temperos secos, mostarda, as farinhas e os ovos.  

Se ele ficar muito líquido, vai escorrer pela assadeira.  A intenção é fazer uma casca grossa por cima da berinjela, ajuste a quantidade de farinha. 

Coloque o creme sobre as metades, faça com cuidado, usando uma colher, de forma bem uniforme.

Após feito isso, coloque o parmesão ralado, as azeitonas e o gergelim (se quiser).

Regue as berinjelas com azeite, de forma bem generosa, de modo que não venham grudar no fundo da assadeira.

Não marquei exatamente o tempo de forno, talvez uma meia hora, mas quando ficarem macias estarão prontas, sempre é possível abrir o forno e conferir.








A receita original foi retirada do Face, mas como sempre 'personalizo' minhas receitas, ela ficou assim.





CAVALO BRABO

593







A crisálida transmuta em borboleta.  A larva repugnante se converte em uma bela flor esvoaçante.

As transformações que ocorrem em nós, tanto físicas quanto da alma, são muito lentas, a ponto de não conseguirmos verificá-las no nosso corpo de um dia pro outro, senão comparando fotos antigas com as de hoje.

Quanto demoramos pra modificar um comportamento nosso, quando julgamos inadequado?  É tão difícil perceber o que começa por uma simples emoção.  De onde ela irrompe?  De que ambiente propício provém?  Como se formou e tomou as proporções que tomou?

As sensações captadas por todos os nossos sentidos, afloram em nós, na carne, sob a forma de emoções.

São cavalos selvagens, relinchantes e desembestados, não propriamente nossos ainda, que só nos levarão a algum lugar tranquilo, depois de domados.

Ah! ... quanto dói e o quanto exige de nós, colocarmos rédeas nesses cavalos brabos, quando percebemos que nos ferem ou ferem a outros!

Não podemos nos esquecer de que, alguns deles são 'puro sangue' - legítimo - e a sua proposta é exatamente, a de prover a nossa segurança e sobrevivência.

A esses, devemos permitir que permaneçam inteligentes, fortes e rápidos, mesmo depois de adestrados.

Aos demais, é de nossa responsabilidade, conhecer e reconhecer suas naturezas, pra depois adequá-los às regras da convivência.

Sabemos que o 'chicote' que porventura usamos nesse adestramento, pode ferir a nós mesmos, nas muitas tentativas, nos causando marcas, às quais reage a nossa sensibilidade.

O que deve prevalecer é a nossa determinação em permanecermos sobre seus lombos, o maior tempo possível, após as várias quedas que nos levam ao chão.

Só assim, eles serão realmente nossos!




quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A ILUSÃO DO LIVRE ARBÍTRIO | THE ILLUSION OF FREE WILL | CLAUDIA FEITOSA...






PSI __ 75 __ Minhas considerações



Ilusão mesmo!
O que é 'escolher'?  Sem ter ou saber quais são todas as possibilidades?  É escolher, dentro de um universo possível do que conhecemos - muito limitado.
O conceito de livre arbítrio não se aplica totalmente às nossas escolhas.




                                                                                                                            




















Coisas que eu sei.
"Tenho arado a terra e plantado sementes. Algumas crescem bem rápido, outras mais lentamente, mas estou aqui a adubá-las e regá-las. Deus me diz pra ter paciência e confiar na colheita. E quando pergunto a Ele quando os frutos virão, Ele me responde piscando o olho: Cada um na sua estação."
- Rachel Carvalho

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017


RE_EDIÇÃO 
A meu respeito
23/12/16










Sou uma pessoa de letras.
Elas dançam na minha frente, chamando minha atenção.  Não sou eu que as procuro, são elas que me tentam!

Adoro uma boa música, aprecio as imagens – acho até que pra algumas não têm palavras correspondentes, mas me perdoem – são as letras que me fazem expressar o que vai em mim.  Essa é a minha linguagem na terra.

As palavras é que me permitem revelar o que de divino já conquistei  e o que, de profano ainda guarda profundas raízes em mim.  De vez em quando, dou um voo - rasante que seja - me aventuro a subir um pouquinho só, e sair da carapaça que ainda me aprisiona!  




segunda-feira, 18 de dezembro de 2017




A CAVERNA

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Têm ocasiões na vida em que, nos vemos entalhando na 'rocha da nossa caverna', uma história de que não gostamos - mas continuamos a esculpi-la na pedra, com martelos e talhadeiras bem atuais.

Como silhuetas de grandes feras pintadas com terra colorida, pigmentos de plantas, misturados ao sangue dos animais, pra criar imagens de quase irreconhecíveis bisões, feitas por nossos ancestrais ... nós fazemos ainda, nossas inscrições às futuras gerações.

As sombras projetadas na parede da caverna, feitas pelo fogo improvisado, dão vida aos monstros, que ainda parecem ameaçar a nossa sobrevivência.

Vemos desenhos assustadores, mais os raios de uma tempestade, cortando os céus - que ainda nos assombram.

Continuamos a fugir dos mesmos bichos e de outros - e aos nossos medos se somam os medos dos que vieram antes.

Nos apercebemos ainda, de costas pra boca da caverna - muito mais do que gostaríamos de admitir.

Somos um quebra-cabeças, que depois de montado, passa a ser uma pequena parte, uma peça de um outro maior, do qual não temos senão uma limitada e microscópica visão.

Pelo fato de ainda estarmos numa parcial escuridão, não conseguimos vislumbrar - como sairmos totalmente da caverna e verificarmos se os animais são reais.






sexta-feira, 15 de dezembro de 2017




SENTIMENTOS EM COMUM

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arte: corinne reignier





Clarice me entenderia ...
a mim - nas minhas contradições deliberadas.

De  'pedras e ausências', eu entendo - o que partilho com Drummond.

Já com o Mário, sobre 'lição' - sou eu quem concordo:  'somos exemplo ou lição' ... e também que ...'o passado é lição para se meditar, não para se reproduzir'!




Clarice Lispector
Carlos Drummond de Andrade
Mário de Andrade



IL DOLCE

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arte: valeri tsenov



Como é bom, ficar sem fazer nada - ócio prazeroso e relaxante - 'far niente'!

Deixar o pensamento quicar por todos os cantos, sem ter que voltar.

Soltar a pipa no infinito e não segurar a linha.

Ter uma borboleta na cabeça, a pousar de flor em flor, quantas quiser, sem nenhum compromisso.

A bola voltará pra mim, a pipa cairá em minhas mãos e a borboleta pousará na ponta do meu nariz!



quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Pois, diante desse imenso ponto de interrogação que é o futuro de todos nós, reformulei minhas crenças: estou me dando o direito de não pensar tanto, de me cobrar menos ainda, e deixar para compreender depois. Desisti de atracar o barco e resolvi aproveitar a paisagem.
- Martha Medeiros


A PÉROLA

589








Lá se vai a pérola
sob a forma de 'bella parola'.
Branca, negra
colorida, mais sofrida.
À força, cultivada
bastante dolorida.


Nas camadas concêntricas de nácar
extraído do cálcio da própria concha
cercando o cerne
... uma em um milhão!

Feita de silêncio e paciência
de determinação e pura aceitação!

De ferro, magnésio
azurita, zinco, alumínio
... os elementos da água ...
mais os meus.

Do plâncton e do calor
ou da ausência dele.
Do gosto salgado do sal
ou do doce de sua falta.

O brilho que vemos
é a luz que ela deixa entrar ...

 quando incidindo sobre sua superfície 
transcende suas camadas de nácar
atingindo-lhe o cerne, instigando 
a luz refratada em seu interior 

... a mesma luz 
que viaja de volta aos nossos olhos
em brilho iridescente e reluzente!




quarta-feira, 13 de dezembro de 2017





'JOÃO E MARIA'

588







De vez em quando eu retorno pelo caminho que fiz, como se fosse a 'Maria', da estória 'João e Maria'.

Eu procuro pelas migalhas deixadas atrás de nós, eu procuro pelo 'João' ... e não encontro nada ... nem uma coisa nem outra.

As migalhas eu sei, os pássaros comeram, mas e o 'João'? ... onde é que está?

As migalhas de pão pertencem aos pássaros da  estória, eu também pertenço - não aos pássaros, à estória... mas e o 'João'?

Quem não quero, eu encontro, a dona 'bruxa', com suas maldades  e feiura.  Onde se meteu o 'João'?  Cadê?

Estou num mato sem cachorro, sem pássaros, sem migalhas, sem 'João' ... e ainda por cima, com uma 'bruxa'!?

Imaginei coisas demais com a minha inocência?  Ainda estou a imaginar?  Se foi tudo fruto da minha ingenuidade, quem realmente comeu as migalhas e o 'João'?

Por que?...  que só eu a 'bruxa' - ainda fazemos parte da estória?