sexta-feira, 30 de outubro de 2015

                  A FUNÇÃO INFERIOR NOS CONTOS DE FADAS 




"Na formação da personalidade humana existe uma imensa gama de possibilidades de desenvolvimento, mas em geral desenvolvemos e formamos aquelas possibilidades que mais se adaptam ao meio ambiente. É uma forma arcaica de sobrevivência. O homem é um ser gregário e que precisa se sentir pertencente e aceito. Em momentos em que nos encontramos na encruzilhada e que não conseguimos solucionar problemas de forma costumeira, talvez o que estamos desprezando em nós é justamente aquilo que precisamos para modificar a nossa vida..."

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                      RUDOLF STEINER - A MULHER ATLANTE 





"Os homens eram muito vigorosos e sabiam como obter os mais diversos tesouros da Terra. Eles podiam cultivar os campos e usar seus frutos para subsistir e adquiriram uma forte Vontade (força de vontade) por meio da disciplina a que haviam sido submetidos. A alma e o coração eram subdesenvolvidos, o que não acontecia com as mulheres que tinham um grande desenvolvimento da memória e fantasia e de tudo o que se relaciona a elas. Observando a natureza, elas desenvolveram ideias em seu interior com as quais dirigiam as ações dos homens. Os guias tinham organizado tudo para que, através da alma feminina, é enobrecida e refinada a natureza volitiva e força vigorosa do homem. Todo o caráter da vida da alma feminina, estava ainda dominado pela forças anímicas "ocultas" do ser humano. Elas se entregaram a teia misteriosa de forças psíquicas e o que as impelia a agir eram "vozes interiores" do que diziam as plantas, os animais, as pedras, as rochas, as nuvens, o sussurro das árvores e etc..."

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Enquanto você for incapaz de aceder ao poder do Agora, todas as dores emocionais que experimentar deixarão atrás de si um resíduo de dor que continuará a viver em si. Ela mistura-se na dor do passado, que já lá existia, e aloja-se na sua mente e no seu corpo. É evidente que isso inclui a dor que você sofreu em criança, provocada pela inconsciência do mundo em que nasceu.
Essa dor acumulada é um campo de energia negativa que ocupa o seu corpo e a sua mente. Se a considerar como uma entidade invisível autónoma, estará bem próximo da verdade. É o corpo de dor emocional. Tem dois modos de ser: latente e ativo. Um corpo de dor poderá estar latente durante 90 por cento do tempo, no entanto, numa pessoa profundamente infeliz, poderá estar ativo até 100 por cento do tempo.
Algumas pessoas vivem quase inteiramente no seu corpo de dor, enquanto que outras o sentem unicamente em determinadas situações, como por exemplo no caso de um relacionamento íntimo, ou em situações ligadas a uma perda ou a um abandono passados, a sofrimentos físicos ou emocionais, e assim por diante. Qualquer coisa o pode desencadear, principalmente se estiver em ressonância com um padrão de dor do seu passado. Quando está pronto a despertar do seu estado dormente, basta um pensamento ou um reparo inocente feito por alguém próximo de si para o ativar.
Eckhart Tolle (O Poder do Agora, pág. 53)



Muito fácil transferir aos outros a responsabilidade pelo que nos incomoda ou prejudica.

Avaliar qual foi a nossa parcela de permissão e descuido para que coisas desagradáveis aconteçam é algo que tem que se ter muita coragem e honestidade emocional.
A rigor, tirando a parte que compete a outras pessoas, a maioria de nossas decepções e tribulações, mágoas e dissabores somos nós mesmos que permitimos e, nesse caso, reclamar é um processo de fuga psicológica.
Terapias e Yoga







O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto.
Fernando Pessoa

quinta-feira, 29 de outubro de 2015



        
[Textos - 22 - "Sonhos eternos" - 16/04/15]

                     
          



Mãos brancas se agitam, rostos esticados sorriem,
hálitos doces sussurram sonhos de amor e respeito, 
de liberdade e paz, recordo-me... 
Escrevo a história, meu corpo no presente. 
Mãos manchadas se agitam, rostos flácidos sorriem, 
hálitos ácidos sussurram... 
Ah! os abraços macios e envolventes, 
que fazem esquecer os gravetos pontiagudos 
que prendem e ferem o prisioneiro! 
Porque os sonhos...esses são os mesmos, 
de amor e respeito, liberdade e paz!