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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A Alma em Terapia








Nosso propósito interior é despertar. Simples assim.
Nós o compartilhamos com todas as pessoas do planeta porque esse é o desígnio da humanidade. O propósito interior de cada indivíduo é a parte essencial da finalidade do todo - do universo e da sua inteligência emergente.
Por outro lado, o propósito exterior pode mudar ao longo do tempo. Ele varia significativamente de pessoa para pessoa. Encontrar o propósito interior e viver alinhado com ele é o alicerce para a satisfação do propósito exterior. É a base para o verdadeiro sucesso.


Eckhart Tolle

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Eckhart Tolle Brasil.





Quem você é?
Você não pode encontrar a si mesmo no passado ou no futuro.
O único lugar onde você pode se encontrar é no Agora.
Os que buscam uma dimensão espiritual querem a auto-realização ou a iluminação no futuro.
Ser uma pessoa que está em busca significa que você precisa do futuro.
Se é nisso que você acredita, isso se torna verdade para você: precisará de tempo até perceber que não precisa de tempo para ser quem você é.
Eckhart Tolle.

Who are you?
You can not find yourself in the past or in the future.
The only place where you can find is in the Now.
Those who seek a spiritual dimension want self-realization or enlightenment in the future.
Being a person who is looking means that you need for the future.
If that's what you believe, it becomes true for you: need time to realize that it needs time to be who you are.
Eckhart Tolle.






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Quando os egos se encontram, quer em relacionamentos pessoais quer em organizações e instituições, mais tarde ou mais cedo acontecem coisas "más", dramas, dramas de uma ou de outra espécie, sob forma de conflitos, problemas, lutas de poder, violência física ou emocional, e outras coisas semelhantes. Isto inclui males coletivos, como por exemplo a guerra, o genocídio e a exploração - tudo devido à inconsciência acumulada. Além disso, muitos tipos de doenças são causadas pela resistência permanente do ego, que cria restrições e bloqueios no caudal da energia que percorre o corpo. Quando você se liga novamente ao Ser e deixa de ser governado pela sua mente, deixa de criar essas coisas. Deixa de criar ou de participar em dramas.
Sempre que dois ou mais egos se juntam, sucede-se algum tipo de drama. E mesmo que você viva completamente só, continuará a criar o seu próprio drama. Quando você se lamenta, isso é um drama. Quando se sente culpado ou ansioso, isso é um drama. Quando deixa que o passado ou o futuro obscureçam o presente, está a criar tempo, tempo psicológico - a matéria-prima do drama. Sempre que não honra o momento presente, permitindo que ele seja, está a criar um drama.
Eckhart Tolle (O Poder do Agora, pág. 186)

quarta-feira, 16 de novembro de 2016




Eckhart Tolle em português



Vá para além do bem e do mal ao abster-se de etiquetar mentalmente qualquer coisa como sendo boa ou má.
Eckhart Tolle (A Voz da Serenidade, pág. 129)


quinta-feira, 3 de novembro de 2016



Eckhart Tolle em português.




Quando admitimos a existência de uma voz na nossa cabeça, que nunca se cala e que pretende ser quem nós somos, estamos a despertar da identificação inconsciente com o fluxo dos pensamentos. Quando reparamos nessa voz, percebemos que não somos aquela voz - aquele que pensa -
mas sim aquele que está ciente disto.
Reconhecer-se como sendo a consciência por detrás da voz significa ser livre.

_____ Eckhart Tolle (A Voz da Serenidade, pág. 41)

terça-feira, 13 de setembro de 2016










..."Mas eu não sei quem sou. Ignoro o que significa ser eu mesmo."
Quando conseguimos nos sentir à vontade em não saber quem somos, então o que sobra é quem somos - o Ser por trás do humano, um campo de pura potencialidade em vez de alguma coisa que já está definida.
Portanto, desista de se definir - para si mesmo e para os outros. Você não morrerá. Você nascerá. E não se preocupe com a definição que os outros lhe dão. Quando uma pessoa o define, ela está se limitando, então o problema é dela. Sempre que estiver interagindo com alguém, não se porte como se você fosse basicamente uma função ou um papel, mas um campo de presença consciente.
Por que o ego interpreta papéis?
Por causa de um pressuposto não questionado, um erro fundamental, um pensamento inconsciente, que é: "Não sou o bastante". E a esse pensamento se seguem outros, como "Tenho que interpretar um papel para conseguir o que é necessário para me completar", "Preciso obter mais para ser mais".
No entanto, não podemos ser mais do que somos porque, por baixo da superfície da nossa forma física e psicológica, somos um só com a Vida em si mesma, com o Ser.
Na forma, somos e seremos sempre inferiores a algumas pessoas e superiores a outras. Na essência, não somos superiores nem inferiores a ninguém. A verdadeira autoestima e a autêntica humildade surgem dessa compreensão. Aos olhos do ego, a autoestima e a humildade são contraditórias. Na verdade, elas são uma só coisa e a mesma.



Eckhart Tolle












DESISTINDO DE INTERPRETAR PAPÉIS

Fazer o que é exigido de nós em qualquer situação sem que isso se torne um papel com o qual nos identificamos é uma lição essencial na arte de viver que todos nós estamos aqui para aprender. Somos mais eficazes no que quer façamos quando executamos a ação em benefício dela mesma, e não como um meio de proteger e acentuar a identidade do nosso papel. Todo papel é uma percepção fictícia do eu e, por meio dele, tudo se torna personalizado e assim corrompido e distorcido pelo "pequeno eu" criado pela mente, seja qual for a função que este esteja desempenhando. Quase todas as pessoas em posições de poder, como políticos, celebridades e líderes empresariais e religiosos, se encontram inteiramente identificados com seu papel, com poucas exceções notáveis. Esses indivíduos podem ser considerados VIPs, mas não são mais do que participantes inconscientes do jogo egóico, que, apesar de parecer muito importante, não apresenta, em última análise, um propósito verdadeiro

Neste mundo de personalidades que interpretam papéis, as poucas pessoas que não projetam uma imagem criada pela mente e que agem com o âmago do seu Ser, aquelas que não tentam parecer mais do que são, destacam-se como admiráveis e são as únicas que fazem verdadeiramente a diferença.
Elas são os mensageiros da Nova Consciência.


Eckhart Tolle
O Despertar de Uma Nova Consciência










O ego está sempre preocupado em manter vivo o passado, porque ele pensa que sem ele não seríamos ninguém. E se projeta no futuro para assegurar a continuação de sua sobrevivência e buscar algum tipo de escape ou satisfação lá adiante. Ele diz assim: Um dia, quando isso ou aquilo acontecer, vou ficar bem, feliz e em paz. Para o ego, o momento presente dificilmente existe. Só o passado e o futuro são considerados importantes.

Eckhart Tolle


segunda-feira, 5 de setembro de 2016


 

O tempo não tem nada de precioso, porque é uma ilusão. Aquilo que achamos ser precioso não é o tempo, mas um ponto que está fora dele: o Agora. Isso é realmente precioso.
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Eckhart Tolle





Não veja nada como um problema pessoal. Sentirá então algo muito mais poderoso do que todas aquelas outras coisas que você observa, uma presença serena e observadora por trás do conteúdo da sua mente: o observador silencioso.
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Eckhart Tolle

sexta-feira, 2 de setembro de 2016






Provavelmente já se cruzou na rua com pessoas "malucas" que falam e resmungam incessantemente consigo próprias. Pois bem, isso não é diferente daquilo que você e todas as outras pessoas "normais" fazem, só que não o fazem em voz alta. A voz comenta, especula, critica, compara, queixa-se, gosta, não gosta, e por aí fora.
A voz não é necessariamente revelante para a situação em que você se encontra no momento, provavelmente, ela estará a reviver o passado recente ou distante, a ensaiar ou a imaginar possíveis situações futuras. Aqui, ela muitas vezes imagina que as coisas irão correr mal ou terão resultados negativos, chama-se a isto preocupação. Por vezes, essa pista sonora é acompanhada por imagens visuais ou "filmes mentais". Mesmo que a voz seja revelante para a situação presente, ela interpretará essa situação em termos de passado. É assim porque a voz pertence à sua mente condicionada, que é o resultado de todo o seu historial passado, assim como do contexto mental e cultural coletivo que você herdou.
Portanto, você vê e julga o presente através dos olhos do passado e obtém dele uma visão totalmente distorcida. Não é raro que a voz seja o pior inimigo de uma pessoa. Muitas pessoas vivem com um carrasco na cabeça que as ataca e castiga constantemente e lhes suga a energia vital. Ela é causadora de uma tremenda angústia e infelicidade, assim como de doenças.
Eckhart Tolle (O Poder do Agora, pág. 37)

terça-feira, 23 de agosto de 2016





É verdade que só uma pessoa inconsciente tentará usar ou manipular as outras pessoas, mas também é verdade que só uma pessoa inconsciente pode ser usada e manipulada. 
Se você resistir ou lutar face ao comportamento inconsciente dos outros, torna-se você próprio inconsciente.
Porém, a rendição não significa permitir que pessoas inconscientes o usem. De modo nenhum. É perfeitamente possível dizer «não» com firmeza e clareza a uma pessoa ou afastar-se de uma situação e estar num estado de total ausência de resistência interior ao mesmo tempo.

Eckhart Tolle

sábado, 20 de agosto de 2016






Cada pensamento na sua mente de que você não tem consciência possui dentro dele uma noção de eu. Uma noção de Eu sou.
As pessoas identificam-se com o movimento do pensamento. É essa a essência da vida inconsciente. E é por isso que vivem continuamente para o futuro - nos seus pensamentos do futuro, elas esperam completar a sua noção de eu insuficiente. Fazem-no na esperança de encontrar o final feliz da sua história, uma construção mental que tomam pela sua identidade.
Daí a busca compulsiva por mais se ter tornado o dilema da existência humana.
Eckhart Tolle (O Silêncio no Mundo, pág. 36)

quinta-feira, 18 de agosto de 2016











O maior impedimento à descoberta do espaço interior, a principal barreira à descoberta daquele que tem a experiência, é nos tornarmos tão subjugados pela experiência que acabemos perdidos nela. Isso significa que a consciência está desorientada em seu próprio sonho.
~Eckhart Tolle



Não se render torna a sua forma psicológica, a concha do ego, mais rígida, criando assim uma forte sensação de separação. O mundo à sua volta e as pessoas, em particular, são consideradas como ameaças. Surge a compulsão inconsciente de destruir os outros através de juízos, assim como a necessidade de competir e dominar. A própria natureza torna-se sua inimiga e as suas percepções e interpretações são governadas pelo medo. A doença mental a que chamamos paranoia é apenas uma forma ligeiramente mais aguda desse estado de consciência normal, mas disfuncional.
Não é apenas a sua forma psicológica, mas também a sua forma física - o seu corpo - que se torna dura e rígida através da resistência. Cria-se tensão em várias partes do corpo, e esse corpo contrai-se como um todo. A corrente livre de energia da vida que percorre o corpo, e que é essencial para o seu funcionamento saudável, fica muitíssimo restringida. O exercício físico e determinadas formas de terapia física poderão ser úteis para restaurar essa corrente mas, se não praticar a rendição no seu dia-a-dia, essas coisas só lhe poderão proporcionar um alívio temporário dos sintomas, já que a sua causa - o padrão de resistência - não foi desfeita.
Existe alguma coisa dentro de si que permanece insensível às circunstâncias transitórias que criam a sua situação de vida e você só lhe tem acesso através da rendição. É a sua vida, o seu próprio Ser, que existe eternamente no reino eterno do presente. Encontrar essa vida é "a única coisa necessária" de que Jesus falou.
Eckhart Tolle (O Poder do Agora, pág. 208)



O que é frequentemente chamado de " apaixonar-se " é na maioria dos casos uma intensificação do desejo e necessidade egoica. Você se torna viciado na outra pessoa, ou melhor, na sua imagem dessa pessoa. Isso não tem nada a ver com o verdadeiro amor, o qual não contém qualquer desejo.




Observar as nossas emoções é tão importante como observar os nossos pensamentos?
Sim. Habitue-se a perguntar a si próprio: que estará a acontecer dentro de mim neste momento? Esta pergunta indica-lhe qual o caminho a seguir. Mas não analise, limite-se a observar atentamente. Concentre a sua atenção no seu íntimo. Sinta a energia da emoção. Se não houver emoção presente, leve a sua atenção ainda mais fundo para o campo de energia interior do seu corpo. É a entrada para o Ser.
Eckhart Tolle (O Poder do Agora, pág. 45)



Vou mencionar alguns comportamentos que as pessoas adotam inconscientemente para fortalecer sua identidade com a forma. Se você estiver alerta o bastante, será capaz de detectar alguns deles dentro de si mesmo:
- Exigir reconhecimento por alguma coisa que fez e indignar-se ou aborrecer-se quando não o consegue;
- Tentar obter atenção falando sobre problemas pessoais, contando a história da própria doença ou fazendo uma cena;
- Dar uma opinião quando ninguém a pede e ela não faz diferença para a situação;
- Ser mais preocupado com o modo como é visto pelas pessoas do que com elas, isto é, usá-las como um reflexo do ego ou como um instrumento para realçar o ego;
- Tentar causar impressão nos outros por meio de bens, conhecimentos, boa aparência, posição social, força física, etc;
- Inflar temporariamente o ego adotando uma reação irada contra alguma coisa ou alguém;
- Levar tudo para o lado pessoal e sentir-se ofendido;
- Considerar-se certo e os outros errados por meio de queixas fúteis, mentais ou verbais;
- Querer ser visto ou parecer importante.
Caso você detecte um desses padrões em si mesmo, sugiro que faça uma experiência. Descubra como se sente e o que ocorre se o abandonar. Simplesmente descarte-o e veja o que acontece. Enfraquecer quem você é no nível da forma é outra maneira de gerar a consciência. Encontre o imenso poder que flui de você para o mundo deixando de fortalecer sua identificação com a forma.
~Eckhart Tolle



Quando reagimos negativamente à forma assumida pela Vida no momento presente, quando tratamos o Agora como um meio para atingir um fim, como um obstáculo ou como um inimigo, reforçamos a nossa própria identidade baseada na forma - o ego.
Daí resulta a reatividade do ego. O que é a reatividade? É sermos viciados na reação. Quanto mais reativos formos, mais ficamos presos à forma. Quanto mais nos identificarmos com a forma, mais forte é o nosso ego. Então, o nosso Ser deixa de brilhar através da forma - ou brilha com muito pouca densidade.
Através da não-resistência à forma, o que existe em nós para além da forma emerge como uma Presença abrangente, um poder silencioso muito maior do que a nossa breve identidade baseada na forma - a pessoa. É quem somos de um modo muito mais profundo do que qualquer coisa pertencente ao mundo da forma.
Eckhart Tolle (Um Novo Mundo, pág. 172)



A predominância da mente não passa de um patamar na evolução da consciência. Precisamos de chegar ao patamar seguinte agora, urgentemente, de outro modo, seremos destruídos pela mente, que se terá transformado num monstro.
O pensamento e a consciência não são sinónimos. O pensamento não passa de um pequeno aspeto da consciência. O pensamento não pode existir sem a consciência, mas a consciência não precisa do pensamento.
Eckhart Tolle (O Poder do Agora, pág. 42)



Relacionamentos amor/ódio
É evidente que o lado negativo de um relacionamento é mais facilmente reconhecido como disfuncional do que o lado positivo. E é igualmente mais fácil reconhecer a fonte da negatividade no seu parceiro do que reconhecê-la em si próprio. Pode revestir-se de muitas formas: sentimento de posse, ciúme, repressão, introversão e ressentimento não expresso, necessidade de ter razão, insensibilidade e egoísmo, exigência e manipulação emocionais, desejo incontrolável de discutir, criticar, julgar, acusar ou atacar, ira, vingança inconsciente por sofrimentos infligidos no passado por um dos seus pais, raiva e violência física.
No lado positivo, você está "apaixonado" pelo seu parceiro. Ao princípio, é um estado que lhe dá muitíssima satisfação. Você sente-se inteiramente vivo. É como se, de repente, a sua existência fizesse sentido porque alguém precisa de si, o faz sentir especial, e você retribui da mesma maneira. Quando estão juntos, você sente-se completo. O sentimento pode tornar-se tão intenso que o resto do mundo se torna insignificante.
No entanto, você poderá já ter notado que, nessa intensidade, existe alguma coisa de necessidade e de apego. Fica viciado na outra pessoa. Essa pessoa tem sobre si o efeito de uma droga. Está bem quando a droga está ao seu alcance, mas a mera possibilidade ou mesmo a hipótese de que ela poderá deixar de estar à sua disposição poderá levá-lo ao ciúme, ao sentimento de posse, a tentativas de manipulação através de chantagem emocional, a culpar e a acusar o outro - ao medo da perda. Se a outra pessoa o deixar, isso poderá dar origem à mais intensa hostilidade ou ao mais profundo sofrimento e desespero. Num instante, a ternura amorosa poderá transformar-se numa agressividade feroz ou num desgosto terrível. Onde está agora o amor? Pode o amor transformar-se no seu oposto em tão pouco tempo? E, no fundo, era amor, ou apenas um vício de avidez e apego?
Eckhart Tolle (O Poder do Agora, pág. 158)





quinta-feira, 4 de agosto de 2016









Quando a consciência se liberta da sua identificação com formas físicas e mentais, torna-se aquilo a que poderíamos chamar consciência pura ou iluminada, ou presença. Isso já aconteceu a alguns indivíduos e parece destinado a acontecer brevemente a uma escala muito maior, embora não haja garantia absoluta de que acontecerá.
A grande maioria dos seres humanos continua presa nas garras do modo egoico da consciência: identificada com a mente e dominada pela mente. Se os seres humanos não se libertarem da mente a tempo, serão destruídos por ela. Passarão por experiências cada vez mais intensas de confusão, conflito, violência, doença, desespero e loucura.

A mente egoica é como que um navio a afundar. Se não o abandonar, afunda-se com ele. A mente egoica coletiva é a entidade mais perigosamente louca e destrutiva que algum dia habitou este planeta. O que pensa que acontecerá ao planeta se a consciência humana continuar igual ao que é hoje?

Eckhart Tolle (O Poder do Agora, pág. 114)


O corpo de dor nas crianças
O corpo de dor (*) das crianças manifesta-se por vezes sob a forma de rabugice ou isolamento. A criança fica mal-humorada, recusa-se a interagir e pode sentar-se a um canto sozinha, agarrada a uma boneca ou a chuchar no dedo. Também se pode manifestar como um ataque de choro ou de fúria. A criança grita, pode atirar-se para o chão ou tornar-se destrutiva. Quando vê as suas necessidades frustradas, tal pode facilmente desencadear o corpo de dor e, num ego em desenvolvimento, a força da necessidade pode ser muito poderosa. Os pais podem ficar impotentes a olhar, sem compreender nem acreditar no que estão a ver, enquanto o seu anjinho se transforma em apenas alguns segundos num monstrinho. «De onde vem toda esta infelicidade?», interrogam-se. Em maior ou menor proporção, vem da quota-parte do corpo de dor coletivo da Humanidade pertencente à criança e que remonta à origem do ego humano.

Porém, a criança pode também já ter absorvido dor dos corpos dos pais e, portanto, estes podem ver na criança um reflexo daquilo que também existe dentro deles. As crianças muito sensíveis são particularmente afetadas pelo corpo de dor dos pais. Terem de assistir ao drama e à loucura dos pais causa-lhes uma dor emocional quase insuportável, por isso costumam ser estas crianças mais sensíveis que se tornam adultos com corpos de dor densos. As crianças não se deixam enganar pelos pais que tentam esconder delas o seu corpo de dor, e que dizem um ao outro: «Não podemos discutir à frente dos miúdos.» O que isto geralmente significa é que, enquanto os pais aparentam estar a conversar de forma educada, a casa está impregnada de energias negativas. Os corpos de dor reprimidos são altamente tóxicos, mais ainda do que os corpos expressamente ativos, e essa toxicidade psíquica é absorvida pelas crianças e contribui para o desenvolvimento dos seus próprios corpos de dor.

(*) Campo energético de emoções antigas negativas

Eckhart Tolle (Um Novo Mundo, pág. 141)


À superfície, o momento presente é «o que acontece». Dado que o que acontece está continuamente a mudar, chegamos à conclusão de que cada dia da nossa vida é feito de milhares de momentos, em que diferentes coisas acontecem. O tempo é visto como uma sucessão interminável de momentos, alguns «bons», outros «maus». Porém, se olharmos com mais atenção, ou seja, através da nossa experiência imediata, descobrimos que não há vários momentos. Descobrimos que só há sempre este momento. A vida é sempre agora. Toda a nossa vida se desenrola neste contante Agora. Até os momentos passados ou futuros só existem se nos lembrarmos deles ou se os anteciparmos, e fazemo-lo pensando neles no único momento que existe: o momento presente.
Então porque nos parece que há tantos momentos? Porque o momento presente é confundido com o que acontece e com o conteúdo. O espaço Agora é confundido com o que acontece nesse espaço. A confusão do momento presente com o seu conteúdo dá origem não só à ilusão do tempo, mas também à ilusão do ego.


Eckhart Tolle (Um Novo Mundo, pág. 169)