terça-feira, 22 de setembro de 2026

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SEMPRE BEM-VINDA

Dessa vez ela chegou chorosa, não como de costume, sorridente e perfumada.  

Aos borbotões, alternados por lágrimas esparsas e finas, contínuas; talvez ela chore por mim, por ti, pelo planeta.  Talvez nem saiba exatamente, o 'por quê'  que chora.  

Parece-me que chora por si mesma, por não poder nos dar o que esperamos dela, mas esse motivo seria simplista demais de minha parte, egocêntrico demais da parte dela, coisa que sabemos - não lhe falta empatia.  Só posso supor que ela chora por si, pelas outras estações, pelo planeta e por todos nós.