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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Educação Infantil





Vivemos um paradoxo inesperado. Trabalhamos tanto e conseguimos avanços tecnológicos incríveis para termos melhor qualidade de vida e tempo, mas temos menos tempo para nos dedicar à família. Muitos pais ocupados sofrem na pele com seus filhos adultos, jovens, adolescentes, ou crianças o não ter compartilhado da vida deles.
Entretanto, há pais que, mesmo tão ocupados nos seus negócios, seus filhos não lhes são tão distantes nem tão dependentes, como a maioria dos seus colegas e amigos são. Qual o segredo destes pais? São pais de Alta Competência. São pais dedicados também à família, não só aos seus negócios. Uma dedicação que vem de sua disposição interna e disponibilidade externa por terem colocado a educação dos filhos como prioridade.
Os pais de Alta Performance sabem da importância dos negócios, mas não são assimilados por eles: eles os assimilam para melhorar suas vidas e a dos outros. Quem vive para os negócios não é dono de si mesmo, mas sim escravo deles.
Içami Tiba




É muitas vezes entre aqueles que foram “castigados” na sua infância, que se encontram adultos que praticam os mesmos castigos recebidos em seus filhos, alunos, etc.. Fatalmente, os castigos físicos, as surras recebidas na infância, despertam, diabólica e inexoravelmente a tendência de bater também. Rudolf Steiner (1861 – 1925) chama a atenção para que se observe com muito cuidado que as “faltas” de crianças e jovens que estão tendo um desenvolvimento sadio cometem, quase nunca tem raízes num propósito consciente, e sim, na falta de reflexão (característica desses períodos) em diversos graus. Existe inúmeras teorias sobre os motivos para se castigar, porém, só se justifica se soubermos que, a partir disso, a consciência se ampliará a níveis não alcançados anteriormente.





“Duas palavras mágicas caracterizam a maneira como a criança se relaciona com o mundo: imitação e exemplo. Mesmo na adolescência, os bons exemplos recebidos dos adultos são o que forma a estrutura moral e de valores do ser humano. Quando a criança pode imitar tais exemplos sadios numa atmosfera de amor, ela se encontra em seu elemento adequado.”










quarta-feira, 25 de maio de 2016



INCENTIVANDO A BONDADE INFANTIL


O ideal na educação infantil é ensinar a criança a ser uma pessoa boa, gentil e prestativa. Se conseguirmos isto, estaremos contribuindo para o seu desenvolvimento e sucesso no futuro. Se uma criança é capaz de manter um ambiente de paz e não criar problemas gerados pelo egoísmo ou agressividade, será amado por todos e crescerá com uma autoestima saudável. As crianças bondosas têm mais sensibilidade para tratar as pessoas, o mundo e os animais; isso tudo resulta em um mundo muito melhor. Claro que não é uma tarefa fácil, por isso hoje falaremos sobre cinco chaves que ajudarão a construir a bondade infantil:
A Gratidão que é o primeiro passo para que a bondade e a compaixão fluam naturalmente.
A solidariedade que transforma o mundo, o torna mais digno.
Educar a mente e o coração: a Inteligência emocional, cujo objetivo é cultivar a bondade, fazendo-a crescer com empatia e amor.
O valor do esforço e da colaboração.
Abrir a mente para colocar o mundo ao seu alcance.


SER CRIANÇA: SIMPLES ASSIM…

Porque é tão difícil para os adultos e principalmente para os educadores infantis compreenderem que movimentar-se é tudo o que a criança necessita? Pois exercitar seu corpo nos mais diversos movimentos ajuda-a a se conhecer, a obter coordenação motora, a orientar-se no espaço circundante, a ter noção de limite, a adquirir habilidades, e muito mais. Habilidades motoras que mais tarde se desenvolverão em habilidades cognitivas e sociais. Parem uma criança muito cedo na infância e com certeza terão crianças que não conseguirão permanecer quietas em sala de aula, recebendo rótulos de indisciplinada, desatenta e com falta de concentração. Deem atividades de coordenação motora fina antes do tempo e terão crianças com problemas na aprendizagem da escrita e da leitura.Impediríamos muitas dificuldades de aprendizagem se deixássemos as crianças serem crianças e brincarem livremente por muito mais tempo. Se não precisássemos de tanta movimentação na infância já nasceríamos adultos conscientes e controlados.

Ah! O brincar…
Cada um em seu universo particular.
Movimentando-se.
Conquistando a si e ao mundo.
 Ao som de cantigas antigas e o canto dos pássaros.
Ser criança.
Simples assim.

Pilar T. M. Borba

sábado, 20 de fevereiro de 2016

                                                                                       



AMOR DE PAI



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“O pai é fundamental na formação da personalidade da criança, e como ela desenvolverá diversas características até a idade adulta. As crianças sentem a rejeição como se ela realmente fosse uma dor física. As partes do cérebro ativadas quando um pequenino se sente rejeitado são as mesmas que se tornam ativas quando ele se machuca, com uma diferença: a dor psicológica pode ser revivida por anos, levando à insegurança, hostilidade e tendência à agressividade. Um pai presente e carinhoso tem exatamente o efeito contrário na formação da personalidade do filho: o pequeno cresce feliz, seguro e capaz de estabelecer ligações afetivas muito mais facilmente na vida adulta.”
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Que o amor materno é fundamental para a vida de qualquer criança, não temos qualquer dúvida. Aliás, em pleno século XXI, nossa cultura ainda coloca sob responsabilidade (quase que exclusiva) da mãe os cuidados com os filhos (é uma criança que faz birra? Que bate no amiguinho? Que vai mal na escola? “A culpa é da mãe”, não é assim que ouvimos comumente por aí?).
Mas como fica o papel do pai nessa história? Pois um estudo recente mostrou que ele é fundamental na formação da personalidade da criança, e como ela desenvolverá diversas características até a idade adulta. Pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos EUA, demonstraram que crianças de todo o mundo tendem a responder da mesma forma quando são rejeitados por seus cuidadores, ou por pessoas a quem são apegadas emocionalmente. E quando essa rejeição é do pai, diferentemente do que muitas pessoas acreditam, ela causa marcas profundas.
Segundo os estudiosos, que avaliaram 36 trabalhos envolvendo mais de 10.000 pessoas, entre crianças e adultos, a rejeição paterna tem essa influência tão marcante porque, em primeiro lugar, é mais comum do que a materna. E também porque a figura do homem é associada a prestígio e poder – ou seja, para a criança, é como se ela tivesse sido esquecida ou preterida por alguém que todos consideram importante.
Agora vem a parte mais triste: o estudo mostrou que as crianças sentem a rejeição como se ela realmente fosse uma dor física. As partes do cérebro ativadas quando um pequenino se sente rejeitado são as mesmas que se tornam ativas quando ele se machuca, com uma diferença: a dor psicológica pode ser revivida por anos, levando à insegurança, hostilidade e tendência à agressividade.
A boa notícia é que um pai presente e carinhoso tem exatamente o efeito contrário na formação da personalidade do filho: o pequeno cresce feliz, seguro e capaz de estabelecer ligações afetivas muito mais facilmente na vida adulta. Se o pai do seu filho é exatamente assim, compartilhe o post com ele – tenho certeza de que ele adorará saber disso!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

  

GRATIDÃO PERANTE OS PRAZERES E ALEGRIAS


"Os prazeres e alegrias nos acontecem na vida como algo que nos é dado pela sábia direção dos mundos, sem a nossa participação. Algo que temos que receber como uma graça e algo do qual devemos reconhecer que está determinado para nos colocar dentro do cosmo todo. Então, enquanto através das dores e sofrimentos chegamos a nós mesmos e nos tornamos mais perfeitos, através de nossos prazeres e alegrias desenvolvemos, mas só se os tomamos como graças, aquele sentimento que só pode ser caracterizado como um sentimento de um repousar inefável nos poderes divinos e forças do Cosmo. E a única atitude correta perante os prazeres e alegrias é a gratidão. Ninguém se relaciona corretamente com os prazeres e alegrias, sem as horas solitárias do auto conhecimento…"

Rudolf Steiner


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A CRIANÇA E O ESTADO DE PUREZA ORIGINAL


“Uma criança que encanta a alma das pessoas com seu sorriso estimula nos adultos a capacidade de amar e de compreender. Recém-chegada do Reino dos Céus, ela traz consigo o perfume sagrado da etapa celestial que há entre uma encarnação e outra. Ela faz acordar a criança imortal dentro de cada um. O sorriso infantil que se abre como um sol cura instantaneamente as feridas da alma. Uma criança não é só um símbolo da inteligência espiritual e da compaixão universal. Ela é de fato uma consciência sagrada.”

Carlos Cardoso Aveline
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CRIANÇAS SEM ROTINA PRA DORMIR TÊM MAIS PROBLEMAS DE COMPORTAMENTO


Pesquisa mostra que dormir em horários diferentes pode prejudicar o relógio biológico do seu filho e aumentar as chances de hiperatividade e ansiedade no futuro:
“Os cientistas perceberam que ter horários irregulares para dormir afeta o relógio biológico da criança e, consequentemente, o funcionamento do corpo. As mudanças aparecem logo no humor e no apetite, mas não param por aí. A longo prazo, crianças sem rotina de sono podem perder a capacidade de resolver problemas e têem mais chances de desenvolver hiperatividade e problemas emocionais, como ansiedade e envolvimento em brigas com colegas. Segundo os cientistas, as mudanças na hora de dormir são semelhantes aos efeitos do jetlag, aquele cansaço que você sente após uma viagem, sabe? E assim como o seu sono se altera após um voo longo, o mesmo acontece com seu filho, que sofre com os efeitos.”
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 TV, CRIANÇAS E SEXUALIDADE


“Se antes a simples percepção do desejo era sentida como errada, como algo que deveria ser alvo de recriminação e de abstinência, hoje é encarada como algo que deve ser satisfeito de forma imperiosa. Se a repressão levava ao abafamento do desejo sexual, incrementando a angústia e levando à formação de sintomas psicologicamente determinados, hoje a angústia parece levar à busca do pleno, para nos sentirmos completos, pois não suportamos o vazio, a incompletude, a mortalidade. A busca irrefreável de prazer, determinada por nosso anseio onipotente pela plenitude, estimulada pelas novas descobertas tecnológicas, aguça o desejo de superação e transgressão de nossas limitações humanas, o que em vez de conduzir a um processo de autoconhecimento, parece estar nos conduzindo a uma profunda alienação de nossa verdadeira humanidade.”
Edson Borges
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As cinco qualidades da Alma segundo a Antroposofia:


Domínio sobre os impulsos da vontade


Domínio sobre o curso dos pensamentos


Imparcialidade na percepção da vida   

      
Positividade em julgar o mundo


Serenidade diante do prazer e da dor

Rudolf Steiner - A Ciência Oculta (1910)





http://medholos.blogspot.com.br/2016/01/as-cinco-qualidades-da-alma-segundo.html

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016


---------------- C  R  I  A  N  Ç  A  S -----------------



A CRIANÇA E O ESTADO DE PUREZA ORIGINAL





 "Uma criança que encanta a alma das pessoas com seu sorriso estimula nos adultos a capacidade de amar e de compreender. Recém-chegada do Reino dos Céus, ela traz consigo o perfume sagrado da etapa celestial que há entre uma encarnação e outra. Ela faz acordar a criança imortal dentro de cada um. O sorriso infantil que se abre como um sol cura instantaneamente as feridas da alma. Uma criança não é só um símbolo da inteligência espiritual e da compaixão universal. Ela é de fato uma consciência sagrada."
Carlos Cardoso Aveline



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O TEMPO CERTO DA COORDENAÇÃO FINA PARA ESCRITA E TRABALHO MANUAIS






“Quando incentivamos uma criança menor de sete anos a fazer uma atividade fina como bordar, costurar ou escrever, estamos exigindo uma inibição da musculatura global que ela ainda não possui. A maturidade neurológica para tal habilidade fina ocorre no tempo e não na hora que queremos. A criança em idade inferior aos sete anos necessita antes de tudo de programas educacionais onde possa movimentar seu corpo todo, usando suas grandes articulações até que, uma vez tendo alcançado coordenação motora ampla e equilíbrio, possa permanecer parada, numa posição equilibrada para produzir então com suas mãos atividades finas específicas como escrever, costurar e bordar.”
Tetilla Manzano Borba

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  • A CRIANÇA FLEUMÁTICA 




 "O fleumático é mais lento que a média. Sua fantasia não é das mais fortes, demora para andar, tem preguiça de engatinhar e prefere ficar na mamadeira até mais tarde do que as outras crianças. O que for mais fácil! E de vez em quando senta-se ao sol (ele ama calor, inclusive calor humano) com as perninhas dobradas, curtindo o calor e cantarolando – ele tem sua própria musicalidade. Tem senso de ordem. Ele é aquele que arruma a roupinha na cadeira antes de dormir e gosta que todos os seus brinquedos estejam no lugar. Tudo tem que estar no seu ritmo e na sua ordem, tão necessários para seu bem-estar. Suas refeições têm que ser servidas todos os dias na mesma hora. Dorme fácil e profundamente e sabe a hora de ir pra cama. Por isso mesmo, nele você pode confiar. Ele sabe a hora de dar comida ao cachorro e, uma vez que assimilou um hábito, vai repeti-lo pontualmente. Decora facilmente histórias e cantigas e canta direitinho, sem errar. Mas bem devagarzinho. Ela precisa de um estímulo para “sair de si” e vencer sua inércia."
Fabi Corrêa


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A CRIANÇA MELANCÓLICA






 "A vida do melancólico se passa, em boa parte, dentro de sua mente. Gosta de brincar sozinho e vive escondido em algum cantinho. A criança melancólica sente o peso do mundo e da realidade e facilmente se entristece ou fica mal-humorada. Sensível ao extremo, a criança melancólica tem consciência demais para um ser tão pequeno e guarda para sempre os castigos ou tapas que levou. Em alguns momentos, isso faz com que ela se pareça um adulto miniatura, cheia de perguntas cabeludas e reflexões. Sua melancolia a faz sentir-se culpada das travessuras e danadices, como se fossem grandes pecados. O melancólico é duro de educar pelo excesso de sensibilidade e pela necessidade extrema de compreensão, precisa sentir é que o ambiente em que vive é caloroso, um lugar onde pode se soltar, sentir e não ficar guardando tudo o que traz no peito. Contato de alma pra alma, diz Steiner. É disso que seu pequeno melancólico precisa."
Fabi Corrêa


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A CRIANÇA COLÉRICA




A criança colérica é cheia de vontade e presença e gosta de fazer tudo sozinha, sem ajuda de adultos e procura se impor em qualquer situação. Acessos de vontade ou de ira são simplesmente mais fortes do que ela pode controlar. Por isso explode: ainda não aprendeu a lidar com tanta energia. São crianças entusiasmadas e se mobilizam por ideais. As crianças coléricas não tendem a mostrar arrependimento, ainda que saibam que agiram mal, buscam fazer justiça com as próprias mãos pois têm um amor à verdade. Para ele, é terapêutico contar histórias de coragem e ousadia, de homens que realizaram grandes feitos e dar tarefas difíceis e que exijam todas as suas forças. A criança colérica precisa enfrentar dificuldades que desdobrem suas forças interiores. É o que ele precisa na vida pois é assim que vai aprender a usar a energia que traz dentro de si. Mais do que qualquer um, é necessária muita paciência pra lidar com esse temperamento. E auto controle também. Diante de uma criança que chuta e arranha, nossa tendência é querer fazer o mesmo, mas o que ela precisa é de alguém que não aja sob o calor das emoções e que possa mostrar a ela que um dia ela também poderá dominar e usar bem o cavalo bravo que existe dentro de si. Ela precisa, mais do que ninguém, da autoridade amorosa.”
Fabi Corrêa