segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A Grande Alma
Pergunta (de um participante): "Quando os representantes se sentem como as pessoas que representam, há alguma hipnose envolvida?"
Bert Hellinger: "Não, não há qualquer hipnose envolvida. Assim que os representantes são colocados, sentem-se como as pessoas representadas sem as conhecerem. E apesar dos representantes não terem qualquer ideia do que se passa, podemos ver os seus movimentos e como eles evoluem.
O terapeuta também não conhece as pessoas representadas, por isso não pode influenciar hipnoticamente os representantes. O coração dos representantes pode bater mais depressa, as suas vozes podem alterar-se, ficarem com dor de cabeça, podem ficar rígidos e não se conseguirem mexer... Isto prova que existe uma conexão entre todas as pessoas.

Há algo em comum que nos une a todas as outras pessoas, e sabemos que isso existe sem que alguma vez tenhamos ouvido falar disso. A esta força unitária eu chamo «A Grande Alma»."




A Consciência Grupal
"Dentro de cada sistema operam algumas leis. Estas são reforçadas pela consciência comum.
A primeira lei é: ninguém se pode perder do grupo. Se alguém é excluído, por medo ou esquecimento ou por se terem comportado de uma forma que transgrediu as regras do grupo, a consciência comum mais tarde faz um membro da família representar a pessoa excluída.

Assim, muitas vezes na geração seguinte ou mesmo na seguinte a essa alguém sente e se comporta como a pessoa de uma geração passada, mesmo que não saiba nada sobre esse antepassado. Isto é como um entrave.

Através das Constelações Familiares os entraves podem ser trazidos à luz e resolvidos".
(Excerto de uma palestra de Bert Hellinger no Departamento de Educação da Universidade de Taipei a 10 de Outubro de 2001).









Constelações Familiares & Psicologia: A serviço da vida

"Nenhuma criança é difícil. O sistema é difícil. Algo em sua família encontra-se fora de ordem. A desordem principal de uma família é que alguém foi excluído ou esquecido. O que então uma criança difícil faz? Olha para aqueles que foram excluídos. À medida que os excluídos retornam ao campo de visão, a criança fica desobrigada. (...) Como crianças, os pais também costumavam olhar para alguém. Especialmente os pais que julgamos difíceis são crianças que estão olhando para uma pessoa excluída. Muitas vezes não estão disponíveis para seus filhos, pois olham para a pessoa excluída.
De que depende, em última instância, também no caso das Constelações Familiares espirituais? Que todos recebam o seu lugar, que aqueles, aos quais foi negado o seu lugar, recebam-no de volta. Assim todos respiram aliviados.
(...) As crianças mais difíceis são aquelas com o maior amor. Muitas vezes, porém, não sabemos para onde estão olhando." - Bert Hellinger













                 


Constelações Familiares & Psicologia: A serviço da vida

"(...) faz parte das ordens do amor na relação entre o homem e a mulher que ambos estejam orientados em função de um terceiro, e que a sua masculinidade e sua feminilidade só se completem num filho. Pois o homem só se torna plenamente homem como pai, e a mulher só se torna plenamente mulher como mãe. E só no filho o homem e a mulher formam indissoluvelmente uma unidade, de maneira plena e visível para todos. No entanto, seu amor ao filho como pais apenas continua e coroa seu amor como casal, porque este vem antes daquele. E, assim como as raízes nutrem a árvore, assim também seu amor como casal sustenta e nutre seu amor de pais pelo filho.
Assim, quando o amor recíproco dos parceiros flui do fundo do coração, também flui do fundo do coração o seu amor de pais pelo filho. E, quando esmorece o amor do casal, também esmorece o amor pelo filho. Tudo o que o homem e mulher admiram e amam em si mesmos e no parceiro, também admiram e amam em seus filhos. E tudo o que os irrita e incomoda em si mesmos e no parceiro, também os irrita e incomoda no filho.
Por isso, onde os pais se dão bem em sua relação conjugal, no que toca ao respeito e amor mútuo, nisso também se dão bem em sua relação com o filho. E onde se dão mal em sua relação conjugal, nisso também se dão mal em sua relação com a criança. Porém, quando o amor dos pais pelo filho apenas continua e coroa seu amor recíproco, a criança se sente considerada, aceita, respeitada e amada por ambos os pais, sabe que está em ordem e sente-se bem." - Bert Hellinger




Como se libertar do sentimento de rejeição?



rejeição
Sentir-se rejeitado é algo doloroso e difícil de aceitar.
Em muitas ocasiões, com a intenção de não sermos rejeitados, nós traímos a nós mesmos em benefício do que querem os demais. Somos educados para conseguirmos a aceitação dos demais, por isso a rejeição é algo que evitamos tanto quanto uma doença.
Existem dois tipos de rejeição: a rejeição exterior, da sociedade, e a interior.
Não podemos evitar a rejeição exterior. Quantas vezes nós também já rejeitamos alguém? Sejamos sinceros… certamente fizemos isso algumas vezes. Não podemos fazer nada para reverter a rejeição, mas podemos nos tornar imunes a ela ou, até mesmo, ignorá-la.
Por outro lado, o que fazer com a rejeição interior? Esta é a mais difícil. Esta rejeição está em nossa mente; nós achamos que devemos ser rejeitados e este sentimento é o mais difícil de eliminar. É uma rejeição tóxica.

Em que nos transforma a rejeição?



Nos sentirmos rejeitados nos transforma em pessoas extremamente suscetíveis. Tudo nos causará dano e não saberemos apreciar as coisas boas.
A rejeição também nos transforma em pessoas insegurasNão conseguiremos encontrar nosso lugar no mundo se não o aceitarmos.
Por último, a rejeição faz com que descuidemos de nossa pessoa. Não nos cuidamos, não nos preocupamos com nós mesmos. Além do mais, transmitiremos essa rejeição que sentimos aos demais. É um círculo negativo.

Técnicas para nos sentirmos livres da rejeição



Para nos libertarmos de tudo de negativo que a rejeição nos proporciona, o que devemos fazer? Contaremos agora!

Utilize a sabedoria



Seja sábio quanto à rejeição. Do que adianta você se sentir assim? Você está evoluindo? De verdade? Você está bloqueando a si mesmo. Ninguém está rejeitando você, você está fazendo isto a si mesmo. Você deve se sentir seguro de si mesmo, use a cabeça! Decida rejeitar a rejeição e aprenda a desfrutar da vida.

Invista em si mesmo



Para gostar do outro, primeiro você tem que gostar de si mesmo. Quando se tem amor próprio, a rejeição pouco ou nada importa. Aceite a você mesmo e, depois, aceitará aos demais. Não use as coisas ruins que você já fez ou que possa vir a fazer para se culpar ou se rejeitar. Você é humano! Perdoe-se e tire algo de bom disso.

Fale bem de você

Sabemos falar bem dos demais, mas e de nós mesmos? Por que é tão difícil? O que acontece? Há algo que nos bloqueia, algo que nos faz pensar que não devemos falar bem de nós mesmos. Pense em seus pontos fortes, em seu potencial, em tudo aquilo de bom que você tem. Diga aos demais e também a você mesmo! Pense em tudo de positivo sobre a sua pessoa.

Presenteie-se com o melhor



Coma o melhor, vista o melhor, arrume-se, sinta-se saudável, livre… O que eu conseguirei com isto? Sentir-se positivo, com força. Presenteie-se com um bom livro ou com algo que considere um prêmio para você. Premie-se e se sentirá melhor com você mesmo. Não busque desculpas e justificativas de por que você não merece. Se deseja algo, faça disso um presente para si mesmo! Você se sentirá mais positivo e feliz.

Pessoas de sucesso

Cerque-se daqueles que já conseguiram o que queriam, não se deprima! Utilize a influência e o exemplo dessas pessoas para acreditar em você mesmo, para pensar que você também pode conseguir o que quer. Não se sinta rejeitado, todos podemos! Mas só se confiarmos em nós mesmos e realmente quisermos ir em frente.

Julgue-se sempre para melhor



A rejeição também tem a ver com com a autocrítica. Devemos nos avaliar, mas sempre para evoluirmos e nos sentirmos bem. O que temos feito de ruim? Como devemos proceder? São perguntas que deveríamos fazer a nós mesmos.
Estas técnicas serviram para você? Você está consciente dos inconvenientes de se sentir rejeitado? Você é o único que pode sair dessa rejeição, ninguém irá fazer isto por você. Não espere que isto desapareça por magia. Confie em você mesmo, raciocine sobre os inconvenientes de fazer você se sentir assim. Você é inteligente. Ninguém deveria evitar que você consiga aquilo que deseja, nem você mesmo.

domingo, 30 de agosto de 2015

A MACONHA E O MITO DO PRAZER INOFENSIVO

Fonte: Revista Época
O que se sabe hoje sobre os danos e o potencial medicinal da droga, segundo uma das maiores especialistas do mundo
CRISTIANE SEGATTO


A psiquiatra Nora D. Volkow, diretora do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas dos Estados Unidos, acaba de prestar mais uma contribuição a um dos debates quentes e atuais na fronteira tênue entre saúde e justiça. Num momento em que tantos países – entre eles, o Brasil – discutem os prós e contras da legalização da maconha (para uso medicinal ou recreativo), Nora reuniu num artigo científico o conhecimento mais atualizado sobre os efeitos da droga.
Está lá um bom resumo do que se sabe hoje sobre os danos provocados pela maconha e sobre os possíveis benefícios no tratamento de doenças. O trabalho foi publicado ontem (05/06) no New England Journal of Medicine. Nesta coluna, destaco as principais conclusões da equipe de Nora, uma das mais respeitadas pesquisadoras sobre drogas em todo o mundo.
DEPENDÊNCIA
Cerca de 9% daqueles que experimentam maconha vão se tornar dependentes. Entre os que fumam maconha todos os dias, a taxa de dependentes chega a 50%. Um em cada seis garotos que começam a usar a droga na adolescência se torna dependente. A probabilidade de apresentarem sintomas de dependência dois anos após a primeira experiência é até quatro vezes mais elevada que a verificada entre os que começam a usar a droga na idade adulta.
DESENVOLVIMENTO DO CÉREBRO
O uso de maconha na adolescência é a grande preocupação dos especialistas. O desenvolvimento do cérebro só fica completo por volta dos 21 anos. Antes disso, ele é altamente vulnerável a agressões ambientais, como a exposição ao tetrahidrocanabinol (THC), um dos principais componentes da maconha.
SAÚDE MENTAL
Em vários estudos, o uso regular da droga foi associado a um risco mais elevado de desenvolvimento de ansiedade e depressão. Ainda não foi possível estabelecer uma relação de causa e efeito. Não se sabe se a maconha é, de fato, a causa dessas doenças. A droga também parece aumentar o risco de psicoses (entre elas, a esquizofrenia). Isso ocorre, em especial, entre as pessoas que já têm uma predisposição genética à doença. Em pessoas com esquizofrenia, a droga pode exacerbar a doença. Um estudo demonstrou que o uso regular de maconha pode antecipar o primeiro surto em até seis anos.
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DESEMPENHO ESCOLAR
A droga pode provocar falhas de memória que dificultam o aprendizado e capacidade de reter informações. Alguns estudos demonstram que os dependentes de maconha têm pior desempenho escolar e maior probabilidade de abandono dos estudos. Pode ocorrer também um déficit cognitivo. O QI (coeficiente de inteligência) dos que fumaram maconha com frequência durante a adolescência tende a ser mais baixo.
ACIDENTES DE TRÂNSITO
A exposição imediata ou frequente à maconha prejudica as habilidades motoras e aumenta o risco de acidentes de trânsito. Nos Estados Unidos, a maconha é a droga ilícita mais frequentemente associada a desastres nas ruas e estradas.
CÂNCER E OUTRAS DOENÇAS
O risco de tumores malignos em pessoas que fumam maconha continua não esclarecido. As evidências disponíveis sugerem que o risco de câncer é maior entre os que fumam tabaco. A maconha pode provocar inflamações nas vias aéreas e doenças crônicas como bronquite. A droga também tem sido associada a um risco mais elevado de problemas vasculares que podem provocar infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Essa relação é complexa e ainda não está completamente esclarecida.
Como se vê, a crença de que fumar maconha é um prazer inofensivo não passa de mito. As evidências mais atuais reunidas por Nora podem contribuir para o debate sobre o uso recreativo da droga. Há um segundo debate, ainda mais doloroso, sobre o uso da maconha para fins medicinais.
Atualmente a importação de remédios feitos a partir de componentes da maconha não é liberada no Brasil. Só pode ocorrer com autorização judicial. Famílias de pacientes que sofrem com doenças graves (como epilepsia resistente a qualquer medicamento convencional) depositam esperança no tratamento com produtos como o spray Sativex, do laboratório britâncio GW Pharmaceuticals.
As famílias tinham a expectativa de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberasse a importação de medicamentos como esse. No dia 29, a Anvisa decidiu adiar a decisão.  É possível que a liberação de importação não saia tão cedo.
"No mercado, não há remédio só à base de canabidiol”, disse Dirceu Barbano, diretor-presidente da agência. “Mesmo que o canabidiol seja aprovado, as pessoas não poderão importar os medicamentos porque eles têm, em sua composição, outras substâncias proscritas." É o caso do Sativex. Além do canabidiol (CBD), ele contém THC.
Segundo Barbano, a agência não tem informações suficientes sobre os efeitos colaterais que o canabidiol possa provocar. “O CBD tem sido usado no Brasil em crianças e nós não detemos informações na literatura de qual é a consequência orgânica do uso de médio e longo prazo por crianças de diferentes idades. É dever da Anvisa evitar os efeitos colaterais e alertar sobre os riscos”.   
No artigo publicado ontem, Nora relaciona o conhecimento mais recente sobre o papel da maconha no tratamento de doenças. Um resumo:
ESCLEROSE MÚLTIPLA
O spray oral Sativex, uma mistura de THC e CBD, demonstrou ser eficaz no tratamento da esclerose múltipla, da dor neuropática e de distúrbios do sono. Está disponível no Reino Unido, no Canadá e em outros países. Nos Estados Unidos, ainda não recebeu a aprovação da FDA, a agência que controla medicamentos.

GLAUCOMA

Há evidências de benefícios da maconha em pacientes com glaucoma, uma doença associada ao aumento da pressão no olho. A droga reduz a pressão intraocular, mas o efeito é transitório. Tratamentos convencionais já existentes são mais eficazes. A discussão persiste e outros estudos são necessários.
NÁUSEAS
Ajuda a combater náuseas provocadas pela quimioterapia. Foi um dos primeiros usos médicos do THC e outros canabinóides.
ANOREXIA
Relatos médicos indicam que a maconha melhora o apetite e favorece o ganho de peso em pessoas com aids. Faltam estudos de longo prazo que justifiquem a adoção de maconha por pacientes que tomam drogas contra o HIV.
DOR CRÔNICA
A maconha é usada há séculos para aliviar a dor. Tanto a maconha quanto o dronabinol, uma formulação farmacêutica à base de THC, são capazes de reduzir dores. O efeito proporcionado pelo dronabinol mostrou-se mais prolongado.
INFLAMAÇÃO
Os canabinóides (THC e canabidiol) têm efeito antiinflamatório. O canabidiol tem atraído especial interesse como tratamento porque não provoca efeitos psicoativos. Estudos com animais revelaram que o canabidiol pode se tornar um recurso promissor contra a artrite reumatoide e doenças intestinais inflamatórias, como colite e doença de Crohn.
EPILEPSIA
Uma pequena pesquisa realizada com pais de crianças que sofrem convulsões frequentes, publicada no ano passado, trouxe alguns dados. Participaram apenas 19 famílias que trataram os filhos com maconha com alto teor de canabidiol.
Duas famílias (11% da amostra) declararam que a criança ficou completamente livre de convulsões. Oito famílias (42%) observaram redução superior a 80% na frequência das crises. Seis famílias (32%) notaram redução de até 60% na frequência dos episódios.
Embora esses relatos sejam promissores, faltam informações sobre a segurança e a eficácia do uso de maconha no tratamento da epilepsia. Em animais, há cada vez mais evidências da contribuição do canabidiol como um agente antiepilético.
Diante do sofrimento de um filho, as famílias têm pressa. É compreensível que se sintam inconformadas com os trâmites burocráticos e as intermináveis reuniões das autoridades sanitárias.
A sociedade brasileira também tem pressa. Quer uma solução eficaz de combate ao tráfico de drogas. A legalização da maconha é defendida por gente séria e bem intencionada. O erro é tentar minimizar os danos à saúde que o fácil acesso à droga pode acarretar.
A maconha consumida hoje não é a mesma dos anos 60. A potência da droga (o conteúdo de THC) verificada em amostras confiscadas pela polícia americana não para de crescer. Nos anos 80, era de 3%. Em 2012, chegou a 12%. Não há razão para acreditar que a droga disponível no Brasil seja menos perigosa.
A maior permissividade cultural e social em relação à maconha aumentará o número de adolescentes expostos regularmente à droga? No caso de uso generalizado de maconha, quais serão os efeitos do fumo passivo? Ninguém sabe.
“O efeito de uma droga (legal ou ilegal) sobre a saúde individual não é determinada apenas por suas propriedades farmacológicas”, escreveu Nora. “Ela é determinada, também, pela sua disponibilidade e aceitação social.”
O tabaco e o álcool oferecem uma boa amostra do que pode acontecer. Juntos, eles respondem pela maior carga de doenças provocadas por drogas. Não porque eles sejam mais perigosos que as drogas ilegais, mas porque o status de droga legal aumenta a exposição da população a elas.
Estamos dispostos a pagar para ver com a moeda do desenvolvimento saudável?

Onde é o banheiro?


























SINOPSE


A CAMA NA VARANDAA cama na varanda discute de modo revolucionário a história sexual humana, da valorização da mulher na Antiguidade, ao surgimento do patriarcalismo e às novas normas sociais. Nesta edição revista e ampliada, a autora traz à tona uma das principais dúvidas que permeiam os relacionamentos atuais - estabilidade ou liberdade? A partir dessa questão, novas formas de amar estão começando a ser considerados, fazendo com que o amor romântico, cultivado há séculos pela sociedade, comece, aos poucos, a sair de cena.



..."Tenta-se controlar o outro da mesma forma que a criança faz com a mãe, imaginando diminuir as chances de abandono.  É considerado natural que o parceiro dê satisfações de todos os seus passos, até fazendo relatórios minuciosos de suas atividades cotidianas para que esse código se mantenha.  Não é raro encontrarmos pessoas que até se sentem lisonjeadas com qualquer manifestação de ciúme do outro e alimentam essa atitude por contundi-la com prova de amor.  Nesses casos, o desejo de uma vida livre fica em segundo plano, sufocado pelas inseguranças pessoais que privilegiam esse mecanismo de controle.
Por  conta da crença de que quando as pessoas se amam devem estar juntas o tempo todo, ocorrem muitas frustrações que se tentam negar.  Se o marido ou a mulher, por exemplo, for tomar um chope com os colegas ao sair do trabalho, pode causar uma grande dor no outro, que entende essa atitude como desinteresse e uma ameaça à estabilidade da relação.  Nenhum tipo de prazer individual é admissível quando se espera ser a única fonte de interesse do outro...
Se a dependência infantil que tinha da mãe tiver sido bem elaborada, o indivíduo provavelmente será menos ciumento.  Caso contrário, será difícil conseguir autonomia suficiente e poderá estar vulnerável ao reaparecimento da insegurança infantil, exigindo exclusividade no amor.


A cama na varanda - Regina Navarro Lins - Editora Rocco  (página 164)






Misturando os Reinos... "Aloe" plantadas em carapaças de ouriços!






Orquídeas, orquídeas... As belas plantas que formam um dos grupos mais diversos de plantas com flores, as angiospermas!





Caracol saindo com a família!





Se afastando do predador em grupo. Peixes que nadam em cardumes grandes deste tipo conseguem sincronizar o movimento e um grande grupo de animais até parece um só indivíduo.




O desabrochar de uma flor de papoula.





Somente "de boas"! 





O axolotle é um anfíbio simpático e também muito importante, funcionando como modelo para estudar a regeneração de células. Eles podem perder um membro inteiro que ele cresce de novo!


Pratique primeiro, com pequenas coisas. O alarme do carro, o ladrar do cão, os gritos das crianças, o engarrafamento. Em lugar de ter uma parede de resistência por dentro, que é atingida constante e dolorosamente por coisas que «não deviam estar a acontecer», deixe que tudo passe através de si.
Alguém lhe diz algo rude ou com intenção de o magoar. Em vez de entrar numa reação inconsciente ou em negativismos, por exemplo com ataques, defesas ou recuos, deixe que passe imediatamente através de si. Não ofereça resistência. É como se não existisse ninguém a quem magoar. Isso é perdão. Deste modo, você torna-se invulnerável.
Pode dizer na mesma a essa pessoa que o comportamento que está a ter é inaceitável, se decidir que assim é, mas essa pessoa já não tem o poder de controlar o seu estado interior. Nessa altura, você tem o controlo sobre si mesmo e não é controlado por outra pessoa. E também não é a sua mente que o dirige. Seja o alarme do carro, uma pessoa mal-educada, uma enchente, um tremor de terra ou a perda de todos os bens, o mecanismo de resistência é o mesmo.
Eckhart Tolle (A Prática do Poder do Agora, pág. 106)



A humanidade encontra-se sob uma grande pressão para evoluir, porque é a nossa última oportunidade de sobrevivermos como raça. Isto afetará cada aspeto da sua vida, particularmente o aspeto dos seus relacionamentos íntimos. Nunca os relacionamentos foram tão cheios de problemas e de conflitos como agora. Como você terá já provavelmente notado, eles não existem para o fazerem sentir-se feliz ou realizado. Se você continuar a perseguir a salvação através de um relacionamento, ficará desiludido vezes sem conta. Mas se aceitar que o relacionamento existe para o tornar consciente em vez de feliz, então o relacionamento oferecer-lhe-á a salvação, e você estará a entrar em sintonia com a consciência mais elevada que está a tentar entrar neste mundo. Para aqueles que se agarram aos velhos padrões, haverá sofrimento, violência, confusão e loucura crescentes. 
Eckhart Tolle (O Poder do Agora, pág. 167)