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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Rosacruz Áurea




"A verdade não pode ser trazida para baixo; é o individuo que deve fazer o esforço de ascender até ela."
Jiddu Krishnamurti

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016





Medo e prazer são os dois lados de uma moeda: você não pode livrar-se de um, sem se livrar do outro também. Você quer ter prazer toda a vida e também ficar livre do medo – é só com isso que você se preocupa. Mas você não vê que fica frustrado se o prazer de amanhã lhe for negado, você se sente irrealizado, raivoso, ansioso e culpado, e todos os sofrimentos psicológicos vêm à tona. Portanto, você deve olhar para o medo e para o prazer juntos. 
- Krishnamurti, The Impossible Question, pp 50-51





Alguém viveu uma vida individualista, preocupado consigo mesmo e com os seus problemas. Esses problemas nunca acabam, eles aumentam. A pessoa viveu esse tipo de vida. Ela foi criada, educada, condicionada para esse tipo de vida. Você se aproxima como amigo e me diz: “Olhe, sua consciência não é sua; você sofre como as outras pessoas sofrem”. Eu escuto isso e não rejeito o que você diz, pois isso tem sentido, é razoável, e percebo que no que você me disse pode haver paz no mundo. E digo para mim mesmo: “Posso livrar-me do medo?” Percebo que sou responsável, completamente, pela totalidade da consciência. Percebo que, quando estou investigando o medo, estou ajudando a totalidade da consciência humana a reduzir o medo.
 - Krishnamurti, The Network of Thought, pp 70-71

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016








O palestrante está dizendo que se pode dar fim ao medo totalmente. Não diga: “Isso é para os iluminados” e toda essa tolice. Você pode dar fim a ele se empregar nisso o cérebro, o coração – completamente, não parcialmente. E então você verá por si mesmo quão imensa beleza há nisso; um sentimento de liberdade completa – não liberdade em relação a um país ou a algum governo, mas o sentimento da imensidão da liberdade, da grandeza da liberdade. Você fará isso – hoje, agora? A partir de hoje, vendo a causa do medo, dê fim a ele. Enquanto houver medo – biologicamente, fisicamente, psicologicamente – ele nos destruirá. Então, se for permitido perguntar, o que você vai fazer depois de escutar esse fato? O tempo é fator de medo e pensamento; portanto, se você não mudar agora, jamais mudará. Será um constante adiamento.

 - Krishnamurti, The Last Talks, pp 42-43

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Podemos observar este fato juntos: que o pensamento e o tempo constituem a raiz do medo. Tempo e pensamento são a mesma coisa, não são dois movimentos distintos. Veja este fato, esta realidade: que o tempo e o pensamento (tempo-pensamento) são a raiz do medo. Apenas observe isso em si mesmo. Não fuja da realidade, da verdade de que o medo é causado pelo tempo e pelo pensamento. Lembre-se disso, não fuja disso. É assim mesmo. Então é como segurar uma joia preciosa na mão. Você vê toda a beleza da joia. Então você verá por si mesmo que o medo psicológico finda completamente.

 - Krishnamurti, Washington D.C. Talks, pp 29-30



Neste momento, enquanto estou sentado aqui, não estou temeroso. Não tenho medo no presente, nada está me acontecendo, ninguém está me ameaçando ou tirando coisa alguma de mim. Mas, para além do momento atual, há uma camada mais profunda na mente que, consciente ou inconscientemente, está pensando no que poderá acontecer no futuro, ou está preocupada com que algo do passado possa alcançar-me. Portanto, estou com medo do passado e do futuro. Dividi o tempo em passado e futuro. O pensamento chega e diz: “Cuide para que isso não ocorra de novo”, ou “Prepare-se para o futuro. O futuro pode ser perigoso para você. Você conseguiu alguma coisa agora, mas pode perdê-la. Você pode morrer amanhã, sua esposa pode fugir, você pode perder o emprego. Talvez você nunca fique famoso. Poderá ficar solitário. Você precisa ter certeza do amanhã.” 

- Krishnamurti, Freedom from the Known, p 42



Como é que surgem esses medos psicológicos? Qual é a sua origem? Essa é a questão. Há o medo de algo que aconteceu ontem; o medo de algo que pode acontecer mais tarde, hoje ou amanhã. Há o medo daquilo que conhecemos, e há o medo do desconhecido, que é o amanhã. Pode-se perceber por si mesmo, muito claramente, que o medo surge por meio da estrutura do pensamento – pensando sobre o que aconteceu ontem (coisa de que se tem medo), ou pensando sobre o futuro. Certo? O pensamento produz o medo, não é verdade? Por favor, certifiquemo-nos disso. Não aceitem o que diz o palestrante; fiquem absolutamente certos, por si mesmos, sobre se o pensamento é a origem do medo. 

- Krishnamurti, The Flight of the Eagle, p 12





Quando o pensamento compreende que possivelmente nada pode fazer a propósito do medo, porque ele mesmo cria o medo, então há silêncio; então há completa negação de qualquer movimento que produza medo. 
- Krishnamurti, The Flight of the Eagle, p 71









Pensamento e tempo são os dois fatores do medo. Nada se pode fazer a respeito disso. Não pergunte: “Como posso parar de pensar?” É uma pergunta muito tola, pois você tem de pensar – para ir daqui até sua casa, para dirigir um carro, para falar uma língua. Mas não há necessidade de tempo psicologicamente, interiormente. Portanto, estamos dizendo que o medo existe por causa dos dois principais fatores (tempo e pensamento), nos quais há recompensa e punição. Ouvi essa afirmação feita por você. E eu a escutei com muita atenção porque é um imenso problema que o homem não resolveu e que, portanto, está criando destruição no mundo. Eu escutei você, escutei a afirmação. E você também me disse: “Não faça nada a respeito disso; apenas faça a pergunta e viva com ela, como uma mulher carrega no ventre a semente. Então você fez a pergunta. Deixe a pergunta florescer. No florescimento dessa pergunta, há também o definhar da pergunta. Não é o florescimento e então o findar – o próprio florescimento é o findar.

 - Krishnamurti, That Benediction is Where You Are, pp 39-40



domingo, 24 de janeiro de 2016








O tempo e o pensamento criam o medo

O tempo e o pensamento criam o medo – tempo como ontem, hoje e amanhã. Há o medo de que amanhã algo aconteça – a perda de um emprego, a morte, que minha mulher ou meu marido fuja, que a doença e a dor que tive há muitos dias voltem de novo. É aí que o tempo entra. O tempo, incluindo o que o meu vizinho possa dizer sobre mim amanhã, ou o tempo que até agora tem ocultado algo que eu fiz há muitos anos. Tenho medo de que alguns desejos secretos, profundos, não sejam satisfeitos.
Portanto, o tempo está presente no medo, medo da morte que vem no fim da vida, que pode estar esperando na esquina e estou com medo. Assim, o tempo envolve medo e pensamento. Não existe tempo se não existir pensamento. Pensar sobre o que aconteceu ontem, ter medo de que isso possa acontecer de novo amanhã – é isso que faz surgir o tempo e também o medo. 

- Krishnamurti, The Flight of the Eagle, pp 69-70

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016


Os medos ocultos

Não há somente os medos conscientes, dos quais todos estão cônscios, mas também aqueles que estão bem fundo, nos recessos ocultos da mente. Como lidar com medos conscientes e ainda com aqueles que são ocultos? Certamente, o medo está na fuga a “o que é”; é a fuga, o escape, o evitar da realidade que redunda em medo. Também, quando há qualquer tipo de comparação, há criação de medo – a comparação daquilo que você é com aquilo que você pensa que deveria ser. Por conseguinte, o medo está na fuga ao que é real, e não no objeto do qual você foge. Nenhum desses problemas do medo pode ser resolvido por meio da vontade, dizendo a si mesmo: “Não ficarei com medo”.


 Krishnamurti, Beyond Violence, p 64

http://www.jkrishnamurti.org/pt/krishnamurti-teachings/view-daily-quote/20160120.php

sexta-feira, 20 de novembro de 2015


POR QUÊ DALAI LAMA DISSE PARA NÃO FICARMOS SIMPLESMENTE ORANDO PARA AS VÍTIMAS DO ATENTATO EM PARIS ?


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Em entrevista ao jornal alemão Deutsche Welle, Dalai Lamasurpreendeu a todos que imaginavam que ele diria para orarmos para as vítimas do atentado de Paris.
Mas não foi isso que fez, o líder budista tocou diretamente noponto, sem passar a mão na cabeça.
Veja o Trecho da Entrevista!
“Nós não podemos resolver este problema apenas através de orações”, disse o líder espiritual. “Eu sou um budista e eu acredito na oração. Mas os seres humanos criaram este problema, e agora estamos pedindo a Deus para resolvê-lo. É ilógico. Deus diria, resolva-o sozinho, porque você o criou, em primeiro lugar. “
“Precisamos de uma abordagem sistemática para fomentar valores humanistas, de unidade e harmonia. Se começarmos a fazer isso agora, há esperança de que este século seja diferente da anterior. É do interesse de todos. Por isso, vamos trabalhar para a paz dentro das nossas famílias e da sociedade, e não esperar a ajuda de Deus, Buda ou dos governos.“
“Além disso, os problemas que estamos enfrentando hoje são o resultado de diferenças superficiais sobre crenças religiosas e nacionalidades. Nossos problemas irão aumentar se nós não colocamos o princípios morais acima do dinheiro. A moralidade é importante para todos, incluindo as pessoas religiosas e políticos.

“Somos um só Povo!”




Postamos esta semana, justamente um texto de Krishnamurti sobre os motivos das guerras que vai ao encontro  desta entrevista do Dalai Lama. Vale a pena conferir, o texto é um grande expansor da consciência.

QUAL A CAUSA DA GUERRA – SEJA RELIGIOSA, POLÍTICA OU ECONÔMICA?

paz

A guerra é uma manifestação exterior do nosso estado interior, uma ampliação das nossas ações. Ela é a mais espetacular, mais sanguinolenta, mais devastadora, mas é o resultado coletivo das nossas ações individuais.
Você e eu somos responsáveis pela guerra. É óbvio que ela não pode ser sustada por você nem por mim, porque já está acontecendo; há interesses consideráveis, e todos já estão empenhados em defendê-los.
Mas você e eu, vendo a casa arder, podemos entender a causa do incêndio, nos afastar e construir outra casa, com materiais diferentes, não-inflamáveis. Isso é tudo o que podemos fazer: ver o que determina a guerra e, se estivermos interessados em acabar com ela, começar a transformação em nós mesmos.
Há alguns anos fui procurado por uma senhora americana. Ela contou que perdeu um filho na Itália e desejava salvar o outro filho, de dezesseis anos. Sugeri que, para salvar o filho, ela deixasse de ser americana: deixasse de ser ambiciosa, de acumular riqueza, de desejar poder. Que se tornasse moralmente simples, não só em relação a roupas, a coisas exteriores, mas simples nos pensamentos e sentimentos, simples nas relações. Ela respondeu: “O senhor está pedindo o impossível. Isso eu não posso fazer. As circunstâncias são muito poderosas, eu não posso alterá-las.”
As circunstâncias podem ser controladas, porque nós criamos as circunstâncias. A sociedade é produto das relações, suas e minhas, conjuntamente.

Se mudarmos as relações, a sociedade mudará.

Se contarmos só com a legislação para transformar a sociedade (enquanto no íntimo continuamos corruptos, ambicionando poder, posição, autoridade), causaremos destruição no mundo exterior, por mais caprichosa e cientificamente que ele tenha sido construído. O interior sempre supera o exterior.

O que causa a guerra – seja religiosa, política ou econômica?


Sem dúvida, é a crença;

A crença no nacionalismo, numa ideologia, num dogma. Se, em vez de crença, houvesse boa vontade, amor e consideração, não haveria guerra. Mas nós nos alimentamos de crenças e dogmas; nós fomentamos o descontentamento.
É claro que a causa da guerra é o desejo de poder, prestígio, dinheiro. É também a doença chamada nacionalismo (o culto de uma bandeira) e a doença da religião organizada (o culto de um dogma). Tudo isso produz uma sociedade fadada à destruição. Portanto, tudo depende de você, não dos estadistas. Tudo depende de você e de mim, mas parece que não percebemos isso.
Se chegássemos a nos sentir verdadeiramente responsáveis por nossas ações, com que rapidez acabaríamos com todas as guerras! Mas somos indiferentes.
Fazemos três refeições por dia, temos nossos empregos, nossos depósitos no banco, e dizemos: “Pelo amor de Deus, não venha me perturbar, deixe-me em paz!” Quanto mais alto estamos, mais queremos segurança e tranqüilidade, mais queremos que as coisas fiquem como estão.
Mas as coisas não podem ser mantidas como estão, porque não há nada para manter. Tudo está se desintegrando. E não queremos encarar isso.

Para termos paz, temos que ser pacíficos


Nós podemos falar sobre paz, fazer conferências, sentar para discutir; interiormente, porém, somos impulsionados pela ambição. Fazemos intrigas, somos nacionalistas, escravos de dogmas pelos quais estamos dispostos a nos destruir uns aos outros.
Como esses homens – você e eu – podem ter paz? Para termos paz, temos que ser pacíficos. Viver pacificamente significa não criar antagonismo. A paz não é  um ideal. Um ideal é simplesmente uma fuga, uma maneira de evitar aquilo que é.
Para ter paz devemos amar, devemos começar a viver. Não uma vida ideal, mas viver as coisas como são, agindo sobre elas, transformando-as. Enquanto cada um procurar segurança psicológica, a segurança física de que necessitamos (alimento, roupa, moradia) será destruída.
Para pôr fim a todas as guerras é necessária uma revolução no indivíduo, em você e em mim. Sem essa revolução interior, a revolução econômica não terá significação, porque a fome é resultado de um desajuste de condições econômicas produzido por estados psicológicos: inveja, ambição, ganância.

Revolução Psicológica


Para acabar com o sofrimento, a fome e a guerra é necessária uma revolução psicológica, mas poucos têm disposição para isso. Estamos dispostos a conversar sobre paz, planejar leis, criar entidades, mas não estamos realmente dispostos a obter a paz, porque não queremos renunciar ao poder, às propriedades, às nossas vidas estúpidas.
Contar com os outros é inútil. Nenhum líder trará paz, nenhum governo, nenhum exército. O que trará a paz é uma transformação interior, que levará à ação exterior. E transformação interior não significa isolamento, retraimento da ação. Pelo contrário; só pode haver ação correta quando há um pensar correto, quando há autoconhecimento. Sem autoconhecimento não há paz.

Para acabar com a guerra exterior, temos que acabar com a guerra dentro de nós.

Alguns de vocês vão balançar a cabeça e dizer: “É isso mesmo” – e depois vão sair para fazer exatamente a mesma coisa que vêm fazendo há dez ou vinte anos.
Seu assentimento é apenas verbal, sem sentido; as misérias do mundo não acabam por causa de um assentimento ocasional. Elas só vão acabar se você compreender a sua responsabilidade, se não deixar a tarefa para outra pessoa. Se você reconhecer a necessidade de uma ação imediata, então terá que se transformar. A paz só virá quando você for pacífico.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015



[                   Jiddu Krishnamurti                     ]




"A violência não é só física mas, sobretudo, psicológica. Existe quando eu me amoldo a um "padrão" e permito que me "programem" - que alguém me imponha o que devo fazer. Sempre que eu aceito a autoridade, há violência! 
Jiddu Krishnamurti



terça-feira, 8 de setembro de 2015




A morada da Vida é o coração do homem.
O Amor é sua própria eternidade.

Jiddu Krishnamurti
Imagem: Tomasz Alen Kopera

quinta-feira, 13 de agosto de 2015




"A verdade não pode ser trazida para baixo; 
é o individuo que deve fazer o esforço de ascender até ela."

Jiddu Krishnamurti

quinta-feira, 30 de julho de 2015


"A verdade não pode ser trazida para baixo; 

é o individuo que deve fazer o esforço de ascender até ela."

Jiddu Krishnamurti