
O apego aos nossos sintomas é proporcional a nossa dificuldade de ir adiante. Iniciamos a vida na dependência de um outro não escolhido por nós. Com isso todos fazemos o que é possível fazer. A questão maior, todavia, é nos dispormos a continuar, deixando para trás o que não se deu como gostaríamos, as dores vividas pela falta ou pelo excesso do outro. Seguir adiante só começa a acontecer quando optamos pela única coisa possível a cada um de nós: re-inventar nosso começo. Isso acontece quando nos responsabilizamos pela forma como queremos escrever o nosso "fim", quando buscamos novos outros na vida.
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