Meditação ganha, enfim,
aval científico
Estudos sérios estão afastando as dúvidas que costumavam pairar sobre a
prática e mostram que ela é extremamente eficaz no tratamento do stress e da
insônia, pode diminuir o risco de sofrer ataque cardíaco e até melhorar a
reação do organismo aos tratamentos contra o câncer.
Não se trata
de encarar a meditação como uma panaceia universal, os estudos mostram também
que ela tem aplicações bem específicas. Mas, ao contrário de outras terapias
alternativas que carecem de comprovação científica, a meditação ganha cada vez
mais respaldo de pesquisas realizadas por grandes instituições.
Redução
do stress
Redução
do stress
Meditar é mais repousante do que dormir. Uma pessoa em
estado de meditação consome seis vezes menos oxigênio do que quando está
dormindo. Mas os efeitos para o cérebro vão mais longe: pessoas que meditam
todos os dias há mais de dez anos têm uma diminuição na produção de adrenalina
e cortisol, hormônios associados a distúrbios como ansiedade, déficit de
atenção e hiperatividade e stress. E experimentam um aumento na produção de
endorfinas, ligadas à sensação de felicidade. A mudança na produção de
hormônios foi observada por pesquisadores do Davis Center for Mind and Brain da
Universidade da Califórnia. Eles analisaram o nível de adrenalina, cortisol e
endorfinas antes e depois de um grupo de voluntários meditar. E comprovaram
que, quanto mais profundo o estado de relaxamento, menor a produção de
hormônios do stress. Este efeito positivo não dura apenas enquanto a pessoa
está meditando. Um estudo conduzido pelo Wake Forest Baptist Medical Center, na
Carolina do Norte, colocou 15 voluntários para aprender a meditar em quatro
aulas de 20 minutos cada. A atividade cerebral foi examinada antes e depois das
sessões. Em todos os pesquisados, foi observada uma redução na atividade da
amígdala, região do cérebro responsável por regular as emoções. E os níveis de
ansiedade caíram 39%. Para quem já está estressado, a meditação funciona como
um remédio. Foi o que os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos
descobriram ao analisar 28 enfermeiras do hospital da Universidade do Novo
México, 22 delas com sintomas de stress pós-traumático. A metade que realizou
duas sessões por semana de alongamento e meditação viram os níveis de cortisol
baixar 67%. A outra metade continuou com os mesmos níveis. Resultados parecidos
foram observados entre refugiados do Congo, que tiveram que deixar suas terras
para escapar da guerra. O grupo que meditou ao longo de um mês viu os sintomas
de stress pós-traumático reduzir três vezes mais do que as pessoas que não
meditaram – índices parecidos aos já observados entre veteranos americanos das
guerras do Vietnã e do Iraque.
Veja na íntegra, muito interessante!
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