sexta-feira, 24 de junho de 2016



208

*Do lado de fora*

Não era mais dono
tinha virado inquilino!
Deitado fora ... 
fora com seus modestos pertences
que só a si interessavam
... do contrário teriam ficado
na propriedade que julgava sua!
Ainda tinha as chaves!


Relegado ao relento, sem direitos
foi viver sobre a rua, sob o sol e sob a lua
e à noite,  as estrelas desciam pra lhe fazer companhia!


Em 24/06/16










A dor é inevitável enquanto você se identificar com a sua mente, ou seja, enquanto estiver inconsciente, espiritualmente falando. Refiro-me aqui basicamente à dor emocional, a qual é também causa principal das dores e das doenças físicas. Ressentimento, ódio, autocomiseração, remorso, ira, depressão, inveja e coisas semelhantes, e até mesmo a mais pequena irritação, são formas de dor. E todos os prazeres ou todos os pontos altos emocionais contêm dentro de si a semente da dor: o seu oposto inseparável que se manifestará a seu tempo.
Qualquer pessoa que já se tenha drogado para ficar "bem" sabe que o bem acaba por se tornar mal, que o prazer se transforma numa certa forma de dor. Muitas pessoas também sabem, por experiência própria, quão fácil e rapidamente uma relação íntima se pode transformar, de uma fonte de prazer, numa fonte de dor. Vistas de uma perspetiva mais ampla, ambas as polaridades, positiva e negativa, são faces da mesma moeda, fazem parte da dor subjacente que é inseparável do estado egoico de consciência identificada com a mente.
A sua dor tem dois níveis: a dor que você cria no presente e a dor que vem do passado e que ainda continua a viver na sua mente e no seu corpo.
Eckhart Tolle (O Poder do Agora, pág. 49) *


«O que não pode ser visto com os olhos, mas através do qual os olhos podem ver: basta saber isto para ser Brahman, o Espírito, e não o que as pessoas aqui adoram. O que não pode ser ouvido com os ouvidos, mas através do qual os ouvidos podem ouvir: basta saber isto para ser Brahman, o Espírito, e não o que as pessoas aqui adoram. [...] O que não pode ser pensado com a mente, mas através do qual a mente pode pensar: basta saber isto para ser Brahman, o Espírito, e não o que as pessoas aqui adoram.»
Upanishades, antigas escrituras da Índia
Como nos diz esta escritura, Deus é a consciência sem forma e a essência de quem somos. Tudo o resto é forma, isto é, «o que as pessoas aqui adoram».
Eckhart Tolle (Um Novo Mundo, pág. 180) **


*  / **   vide comentário




Existe uma meditação para a autocura, simples mas poderosa, que você poderá praticar sempre que sentir necessidade de fortalecer o seu sistema imunitário. É particularmente eficaz se a usar assim que sentir os primeiros sintomas de doença, mas também funciona com doenças preexistentes se a praticar regularmente e com uma concentração intensa. Também cura qualquer rutura do seu campo de energia feita por alguma forma de negatividade. No entanto, não é um substituto para a prática de estar no corpo em cada momento, de outro modo, a sua eficácia será apenas temporária.
Ora vejamos: quando tiver algum tempo livre, durante alguns minutos, e especialmente antes de adormecer, à noite, e antes de se levantar, de manhã, "inunde" o seu corpo de consciência. Feche os olhos. Deite-se de costas. Escolha diferentes partes do seu corpo e concentre a sua atenção nelas, ao princípio apenas por breves momentos: mãos, pés, braços, pernas, abdómen, peito, cabeça, etc.
Sinta a energia da vida dentro dessas partes o mais intensamente possível. Concentre-se em cada uma delas durante uns quinze segundos.. Depois, deixe que a atenção percorra o seu corpo várias vezes, como se fosse uma onda, dos pés à cabeça e da cabeça aos pés, durante cerca de um minuto. Depois disso, sinta o corpo interior na sua totalidade como um único campo de energia. Concentre-se nessa sensação durante alguns minutos. Esteja intensamente presente durante esse tempo, presente em cada uma das células do seu corpo. Não se preocupe se a mente conseguir ocasionalmente atrair a sua atenção para fora do corpo e se se distrair com algum pensamento. Assim que notar que isso está a suceder, volte a concentrar a sua atenção no corpo interior.
EckhartTolle (O Poder do Agora, pág. 136)



Cortando o cordão umbilical: Os problemas de sua família não são seus





A família é nosso primeiro meio social, é onde construímos e nutrimos nossas primeiras relações e também onde iniciamos nosso desenvolvimento do Eu. Os vínculos costumam se desenvolver de forma intensa, por vezes nos tornando cuidadores e defensores de nossa família.
Acontece que muitas vezes esses laços se constituem de forma a não estabelecer limites a essas relações, tornando-as disfuncionais.
Família disfuncional? O que é?    
“Uma família disfuncional é aquela que responde as exigências internas e externas de mudança, padronizando seu funcionamento. Relaciona-se sempre da mesma maneira, de forma rígida não permitindo possibilidades de alternativa. Podemos dizer que ocorre um bloqueio no processo de comunicação familiar”. Fonte: Boa Saúde
Em muitos casos um familiar responsabiliza-se por resoluções de problemas e conflitos que não deveriam ser de sua preocupação. Veja alguns que estão recentes em minha mente.
  1. Filho que assumiu a posição de ‘chefe da casa’ após separação conturbada dos pais. Além de cuidar de si e de suas questões ‘adolescentes’, o filho sente-se na obrigação de cuidar da mãe e educar o irmão mais novo;
  2. Filho de pais que vivem em meio a separações e ameaças de divórcio. O filho vira mecanismo de reconciliação/separação do casal, sendo peça fundamental para que um ciclo briga-separa-volta se mantenha a todo vapor;
  3. Filha mais velha e adulta sente-se responsável por dar suporte a sua mãe (que criou a filha parte da infância sozinha), seja financeira ou emocionalmente. Tornando-se refém dos problemas da mãe, que são normalmente resolvidos pela filha ou não resolvidos para se manter esse tipo de relação;
  4. Irmã que sente-se responsável por cuidar dos irmãos e já na fase adulta continua a resolver os conflitos e arcar com despesas financeiras dos irmãos;
  5. Mãe que, apesar dos filhos já serem adultos e estarem casados, sente-se responsável por conduzir a vida dos filhos e assumir despesas e responsabilidades deles;
Ao expor os exemplos acima não me refiro a situações isoladas ou casos específicos. Me refiro a ciclos repetitivos que adoecem as relações e sobrepõem responsabilidades individuais, transferindo-as ao outro.
Em casos como os já citados todos têm prejuízos em suas vidas. Uma pessoa sobrecarrega-se, outra não amadurece, mantendo uma relação imatura, sem espaço para desenvolvimento com intuito de melhora.
Para alguns pode ser visto como prova de amor, mas não. Amor baseia-se em troca, respeito mútuo e limites. Estipular limites sim é uma prova de amor, amor ao outro e a si mesmo.
Normalmente quem se encontra neste tipo de situação enfrenta dificuldade em romper com o ciclo vicioso que retroalimenta, no entanto, é extremamente necessário que o indivíduo entenda o papel que vêm exercendo e o que o motiva a manter-se nessa posição (normalmente há algum ganho ou enrijecimento por um ganho do passado). A consciência do funcionamento familiar já é de grande valia já que muitas pessoas vivenciam essas situações sem nem ao menos perceber que algo está disfuncional, mesmo em casos em que haja sofrimento manifesto.
Em alguns casos uma conversa com alguém fora da família, como um amigo, poderá alertar e alterar o status da família. Outras vezes o processo terapêutico se faz necessário.
O processo terapêutico individual por si só já provocará desdobramentos no lidar deste individuo com seus familiares. Agora se o processo terapêutico for familiar, ou seja, todos os membros da família participarem, o processo poderá ser muito mais rápido, pois os conflitos referentes ao envolvimento e mecanismo familiar serão resolvidos por todos juntos, além de propiciar que todos entendam seu papel no funcionamento da família, possibilitando, assim, a escolha de permanecer retroalimentando os laços disfuncionais ou reescrevendo novas formas de organização e arranjo familiar.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Egoísmo – O que é?

Egoísmo. Certo ou errado?

Egocentrismo e egoísmo são coisas diferentes

Nem lá, nem cá. Equilíbrio é a palavra-chave



Egoísmo (ego + ismo) é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades emprimeiro lugar, em detrimento (ou não) do ambiente e das demais pessoas com quem se relaciona.

Segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, o egoísmo é o motor fundamental no homem, o impulso ao bem-estar e à existência.

“O homem quer ficar totalmente livre das dores que também incluem a falta e a privação, quer a maior quantidade possível de bem-estar e todo o prazer de que for capaz. Tudo o que se opõe ao ímpeto do seu egoísmo provoca o seu mau humor, a sua ira e o seu ódio: ele tentará aniquilá-lo como a um inimigo. Quer possivelmente desfrutar de tudo e possuir tudo; mas, como isso é impossível, quer, pelo menos, dominar tudo:
“Tudo para mim e nada para os outros”
é o seu lema. O egoísmo é gigantesco: ele rege o mundo. “ ...

Tanto a pessoa egoísta, que só enxerga o próprio umbigo, quanto a pessoa “boazinha “ demais, que se anula em prol dos outros e não reconhece as suas necessidades e interesses, carecem de equilíbrio.






Sri Prem Baba








“O que é certo e o que é errado, no plano do coração, pode ser completamente diferente do que é certo e do que é errado no plano da mente. A mente segue tradições, segue elementos da cultura. A tradição tem uma função na sociedade e durante uma fase da jornada ela é útil, mas chega um momento em que ela sabota a possibilidade da transcendência.”
Novo campo da genética afirma que herdamos as experiências de nossos antepassados através do DNA


Vamos propor uma pergunta com certa ingenuidade: como o DNA humano sabe onde colocar suas peças para criar exatamente um ser humano particular? Não falamos de um indivíduo da espécie humana senão de uma pessoa concreta, filho ou filha de certos pais, descendente de certa genealogia. De primeira impressão poderíamos pensar que a natureza trabalha sobre um quadro básico de ingredientes, os quais sofrem poucas modificações ao longo do tempo. Mas segundo a pesquisa de dois biólogos canadenses, as histórias de vida (hábitos, estados emocionais, traumas psicológicos) de nossos descendentes modificam e outorgam a nosso material genético um grau extra de precisão.

A história resumida começa assim: um neurologista e um biólogo entram em um bar, tomam um par de tragos e falam superficialmente de suas respectivas linhas de pesquisa, ao sair criaram um novo campo da genética. Isto ocorreu em um bar de Madri a Moshe Szyf, biólogo molecular e geneticista da McGill University em Montreal, e a seu amigo Michael Meaney, neurobiólogo da mesma universidade.

Desde a década de 70, os geneticistas sabem que o núcleo das células utiliza um componente estrutural das moléculas orgânicas, o metilo, que ajuda a célula a decidir se será uma célula do coração, do fígado ou um neurônio. O grupo metilo opera próximo do código genético, mas não é parte dele. O campo da biologia que estuda estas relações é chamada epigenética, pois apesar de que estudam fenômenos genéticos, estes ocorrem propriamente ao redor do DNA.

Os cientistas achavam que as mudanças epigenéticas aconteciam só durante a etapa do desenvolvimento fetal, mas posteriores estudos demonstraram que de fato algumas mudanças no DNA adulto podiam resultar em certos tipos de câncer. Em ocasiões os grupos metilo ajustam-se ao DNA devido a mudanças na dieta ou à exposição a certas substâncias; no entanto, a verdadeira descoberta começou quando Randy Jirtle da Universidade de Duke demonstrou que estas mudanças podiam ser transmitidas de geração em geração.

Se este jargão geneticista for árduo para alguns, digamos que Szyf e Meaney simplesmente desenvolveram uma inovadora hipótese enquanto tomavam um par de cervejas: se a alimentação e os químicos podiam produzir mudanças epigenéticas, era possível que experiências como o estresse ou o abuso de drogas também pudessem produzir mudanças epigenéticas no DNA dos neurônios? Esta pergunta foi o ponto de partida para um novo campo no estudo da genética: a epigenética comportamental.

Segundo este novo enfoque, as experiências traumáticas de nosso passado bem como as de nossos ancestrais imediatos deixam uma sorte de feridas moleculares aderidas a nosso DNA. Cada raça e cada povo, assim, levaria inscrito em seu código genético a história de sua cultura: os judeus e a Shoah, os chineses e a Revolução Cultural, os russos e os GULAG, os imigrantes africanos cujos pais foram perseguidos, ou bem uma infância de maus-tratos e pais abusivos, enfim... todas as histórias que possamos imaginar estão influídas por nossos antecessores.

Desde este ponto de vista, as experiências de nossos ancestrais modelam nossa própria experiência de mundo não somente através da herança cultural senão através da herança genética. O DNA não muda propriamente, mas as tendências psicológicas e de comportamento são herdadas: assim, talvez não só tenha os olhos de seu avô, senão também seu bom caráter e sua tendência à depressão ou ao alcoolismo.

Bem como a magia e as terapias psicodramáticas afirmam que para curar uma pessoa é preciso revisar sua árvore genealógica, a genética atual começa a abrir passagem em um novo campo que poderia fazer com que as "maldições familiares" sejam coisa do passado.

http://www.ndig.com.br/item/2013/06/novo-campo-da-gentica-afirma-que-herdamos-as-experincias-de-nossos-antepassados-atravs-do-dna