terça-feira, 3 de maio de 2016








"A principal prática espiritual para esse momento da humanidade é aprender a se relacionar sem se machucar e sem machucar o outro. Isso significa viver a espiritualidade nas nossas relações. E mais do que falar de conceitos espirituais, aplicá-los, integrando a espiritualidade à vida prática."

Sri Prem Baba







Sol

“As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade.”
Victor Hugo

segunda-feira, 2 de maio de 2016

171         Isso e aquilo      02/05/16



O ar rasga minhas mucosas,
quando desce gelado, nariz abaixo.
A dor da existência é sempre assim
... quando não é confortável.
Há até, quem sinta prazer nisso!
De sã consciência
... eu não!

Meu hálito vira vapor na atmosfera,
minha expiração também!
Nessa lógica ilógica
... meu sangue verte quente.
Segue manchando o chão
... sinalizando a vida que vive!

É dor e prazer!
Na dor, só dor
... no prazer, só prazer!




Porque é que o corpo mártir de Cristo, a sua face distorcida em agonia e o corpo jorrando sangue das inúmeras feridas que lhe foram infligidas, é uma imagem com tanto significado na consciência coletiva da Humanidade? Milhões de pessoas, em particular a na época medieval, não teriam estabelecido uma relação tão profunda com esta imagem se não houvesse algo dentro delas que estivesse em consonância com ela, se não tivessem reconhecido inconscientemente como uma representação exterior da sua própria realidade interior - o seu corpo de dor. Estas pessoas ainda não tinham consciência suficiente para o reconhecer diretamente dentro de si mesmas, mas foi nesse momento que começaram a adquiri-la. Cristo pode ser encarado como o arquétipo do ser humano, personificando tanto a dor como a capacidade de a transcender.
Eckhart Tolle (Um Novo Mundo, pág. 121)



Inúmeros atos de violência são cometidos por pessoas «normais» que se transformam temporariamente em pessoas maníacas. Em tribunais de todo o mundo ouvimos os advogados de defesa afirmar: «Este comportamento não é nada típico do meu cliente.» Por sua vez, os réus alegam: «Não sei o que me deu.» Que eu tenha conhecimento, até hoje não houve um único advogado de defesa - apesar de esse dia poder não estar longe - que dissesse a um juiz: «Este caso tem atenuantes. O corpo de dor do meu cliente estava ativo e ele não sabia o que estava a fazer. Na realidade, não foi ele que agiu, mas sim o seu corpo de dor.»

Significa isto que as pessoas não são responsáveis pelo que fazem quando são dominadas pelo corpo de dor? A minha resposta é: como é que podem ser? Como é que podemos ser responsáveis quando estamos inconscientes, quando não sabemos o que fazemos? Porém, num plano mais abrangente, os seres humanos estão destinados a evoluir para seres mais conscientes, e os que não evoluírem sofrerão as consequências da sua inconsciência. Deixarão de estar em sintonia com o ímpeto evolucionário do Universo.
E até isto é apenas relativamente verdade. Segundo uma perspetiva mais elevada, não é possível não estarmos em sintonia com a evolução do Universo, e inclusivamente a inconsciência humana e o sofrimento por ela gerado fazem parte dessa evolução. Quando deixamos de ser capazes de suportar o ciclo de sofrimento, começamos a despertar. Por conseguinte, o corpo de dor também tem o seu lugar necessário no plano mais abrangente.
Eckhart Tolle (Um Novo Mundo, pág. 136)
Sol





“Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito.”
Machado de Assis
Flor de No-Ah


“Quando você carrega o sentimento de incompletude, de não pertencimento ou de não estar no lugar certo, isso quer dizer que existe algo a ser integrado dentro de você. E você identifica isso que precisa ser integrado observando as situações negativas que se repetem na sua vida, especialmente nos seus relacionamentos. Enquanto existirem partes da sua personalidade a serem integradas, não importa onde você esteja, a situação irá se repetir. Você pode até se esconder dentro de uma caverna, mas se algo em você precisa ser integrado, você arranja briga com a pedra.”
Sri Prem Baba















 Dra. Maria Fernanda Caliani explica