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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Suicídio – a visão espírita revisitada

sábado, 19 de setembro de 2015

Suicídio, o ato extremo que cresce a cada dia


SUICÍDIO - A TRISTE 8ª POSIÇÃO MUNDIAL DO BRASIL


Com mais de 12 mil morte ao ano o Brasil ocupa uma posição preocupante no mundo.


Um ato de desespero que leva a morte mais de 12 mil pessoas anualmente no Brasil e que segundo a Organização Mundial de Saúde, tornou-se um problema de saúde pública sem políticas de prevenção e que não é tratado com a preocupação que deveria pelas autoridades de saúde no Brasil.
Em números absolutos o Brasil ocupa a triste oitava posição no planeta no triste ranking liderado pela Ìndia, seguido pela China, Estados Unidos e Rússia.
Estimativas calculam que a cada 40 segundos há um suicídio no mundo e que 75% delas ocorrem em países de renda baixa.
Os estudos da OMS determinam razões diferentes que levam as pessoas ao suicídio. Enquanto em países ricos a depressão e o abuso de álcool são os principais responsáveis, a pressão porproblemas socioeconômicos lideram os motivos nos países em desenvolvimento.
O psiquiatra Geraldo Possendoro, professor de medicina comportamental na UNIFESP explica que em 90% dos casos de suicídio, a pessoa envolvida  já havia apresentado alguma doença psiquiátrica.
No Brasil o índice subiu 30% na faixa etária que vai dos 15 aos 29 anos e já é a terceira causa de morte entre a população economicamente ativa.
Os ingleses têm conseguido resultados muito bons na redução destes números com o programa de tratamento da depressão que visa determinar precocemente os sintomas em possíveis doentes.
A importância de se conversar sobre o assunto com uma pessoa que demonstra a intenção de tirar a própria vida, é defendida pela psiquiatra Alexandrina Meleiro da Associação Brasileira de Psiquiatria. Ao se abrir com outras pessoas, ela se sentirá mais leve e poderá receber a orientação necessária.
Quando o assunto são os adolescentes, é importante que os pais estejam atentos as mudanças de comportamento que poderão demonstrar desde o uso de drogas ao bullying na escola. Nestes casos a busca de um especialista é imprescindível para a obtenção de um diagnóstico correto.
Por outro lado, muitos veem o suicídio assistido como uma forma humanitária de se tirar a própria vida, ato que é permitido em países como a Suíça ou o estado americano do Oregon.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015



6 sinais de comportamento suicida


LAÇO AMARELO É SÍMBOLO DO DIA MUNDIAL DE PREVENÇÃO DO SUICÍDIO, 10 DE SETEMBRO (FOTO: FLICKR)


A
taxa de suicídio de adolescentes com idades entre 10 e 14 anos aumentou 40% nos últimos 10 anos e 33% entre aqueles com idades entre 15 e 19 anos, segundo o Mapa da Violência 2014. Todo dia, 28 brasileiros se suicidam e, para cada morte, há entre 10 e 20 tentativas. Médicos alertam que é um problema de saúde que não recebe tanta atenção por causa do tabu social. Para ajudar a combater essa epidemia silenciosa, GALILEU conversou com uma série de psiquiatras e psicólogos sobre o problema e elaborou uma lista de seis alertas sobre o comportamento suicida.



1 – Frases de alarme
Existe um mito de que pessoas que falam em suicídio só o fazem para chamar a atenção e não pretendem, de fato, terminar com suas vidas. “Isso não é verdade, falar sobre isso pode ser um pedido de ajuda”, afirma Mônica Kother Macedo, psicanalista especializada em suicídio e professora da PUCRS. Adriana Rizzo, engenheira agrônoma voluntária da ONG Centro de Valorização da Vida (CVV) há 16 anos, já atendeu milhares de ligações de pessoas que pensavam em suicídio. Algumas das frases mais comuns ouvidas por ela foram “não aguento mais”, “eu queria sumir” e “eu quero morrer”. Então, se você ouvir um parente ou amigo falando algo do tipo, preste atenção.

2 – Mudanças inesperadas
Todo mundo passa por mudanças na vida, faz parte do pacote. Mas algumas mudanças podem ser traumáticas quando não estamos preparados para elas. Uma pessoa fragilizada por uma depressão ou outro problema psíquico dificilmente terá condições de encarar uma mudança inesperada, como perder um emprego que considerava muito importante. “Alguém tinha um hobby e abandona tudo, era super vaidoso e fica desinteressado. A mudança de comportamento é o momento em que a gente se aproxima da pessoa para saber o que está acontecendo, porque quem sabe dividindo ela vai entender que é só uma fase”, diz Macedo.

3 – Depressão e drogas
As estatísticas alertam: para cada suicídio, há entre 10 e 20 tentativas, ou seja, quem tentou suicídio está muito mais vulnerável. “Uma tentativa de suicídio é o maior preditor de nova tentativa e de suicídio”, diz o psiquiatra Humberto Correa da Silva Filho, vice-presidente da Comissão de Estudos e Prevenção de Suicídio.
Segundo alerta: quase 100% das pessoas que se suicidaram enfrentavam algum problema mental - a maioria depressão. Quem está sofrendo depressão ou outro transtorno devem receber maior atenção . E, se a pessoa consome álcool ou outras drogas, atenção redobrada.  “O maior coeficiente de suicídio se dá por transtorno de humor associado ao uso de substâncias psicoativas, mais da metade dos casos de suicídio. Depressão e consumo de álcool e drogas é responsável pelo maior numero de mortes no mundo inteiro”, afirma o psiquiatra Jair Segal.

4 – Pode não ser só aborrescência
As taxas de suicídio dos jovens brasileiros aumentou mais de 30% nos últimos 10 anos, como explica nosso dossiê da edição de outubro. Mas, muitas vezes o comportamento errático atribuído como típico do adolescente pode ser um sinal de intenção de suicídio. “Existe uma falsa ideia de que a depressão atinge mais pessoas adultas. O adolescente apresenta outros sintomas, ele vai se trancar no quarto, não vai falar com ninguém, e isso vai ser entendido como fenômeno da adolescência normal, já que ele não consegue expressar seu sofrimento de uma forma clara”, explica Segal.

5 – Preto no branco
Somente 15% dos gravemente deprimidos vão se suicidar, mas a depressão severa continua sendo a maior causa do suicídio. Por isso, é preciso ficar atento quando a pessoa demonstra zero interesse na vida ou nos outros. “Para o deprimido, o mundo deixa de ser colorido, é preto e branco. Ele tem baixa autoestima, desinteresse por todos e fica muito voltado para ele mesmo”, explica o psiquiatra Aloysio Augusto d’Abreu. Quando em depressão severa, a pessoa se isola dos outros e não vê motivos para continuar viva. É um alerta de urgência.

6 – Bom demais para ser verdade
Um caso que marcou o psiquiatra d’Abreu foi o de um paciente muito deprimido que simulou uma melhora para passar o final de semana em casa e, lá, usar uma espingarda para se matar. A simulação de melhora é comum em diversos casos de suicídio, então, se uma pessoa que normalmente é deprimida parecer subitamente alegre, é importante acompanhá-la para garantir que ela não tentará o suicídio.

O que você pode fazer?
Segundo o psiquiatra da Rede Brasileira de Prevenção do Suicídio Carlos Felipe Almeida D’Oliveira, o ideal é conversar com a pessoa e não deixá-la sozinha. Ao conversar, procure não falar muito e ouvir mais, já que muitas vezes a pessoa só precisa ser ouvida. “Se possível, acompanhe-a a um profissional de saúde e peça orientação”, diz. Outra medida é retirar acesso de ferramentas potencialmente destrutivas dentro de casa - como arma, remédios e substâncias tóxicas - para evitar o uso delas em um impulso.