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sexta-feira, 11 de agosto de 2017



 Sol· 


"Quem não tem jardins por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles..."

    ___________ Rubem Alves

quinta-feira, 15 de junho de 2017

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

"O segredo do amor é a androgenia: somos todos, homens e mulheres, masculinos e femininos ao mesmo tempo. É preciso saber ouvir. Acolher. Deixar que o outro entre dentro da gente. Ouvir em silêncio. Sem expulsá-lo por meio de argumentos e contra-razões. Nada mais fatal contra o amor que a resposta rápida. Alfange que decapita. Há pessoas muito velhas cujos ouvidos ainda são virginais: nunca foram penetrados. E é preciso saber falar. Há certas falas que são um estupro. Somente sabem falar os que sabem fazer silêncio e ouvir. E, sobretudo, os que se dedicam à difícil arte de adivinhar: adivinhar os mundos adormecidos que habitam os vazios do outro."

Rubem Alves

art by unknown artist

sábado, 6 de agosto de 2016

Há que se saber esperar, pois a natureza anda devagar. Não foi ainda atingida pela loucura da pressa.
_____Rubem Alves

quinta-feira, 3 de março de 2016



"Eu pedia às pessoas mais do que elas me podiam dar: uma amizade contínua, uma emoção permanente. Hoje sei pedir-lhes menos do que podem dar: uma companhia sem palavras". Rubem Alves

Em “pensamentos que penso quando não
estou pensando” - Página 47







"A gratidão é uma blindagem que só pode ser traspassada por flechas de ternura e a pessoa que assim se permite ferir se faz ainda mais e mais forte."

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Responde-me



Rubem ALVES
in "Ostra feliz não pérola"
Como são diferentes as mãos ternas das mãos que desejam a posse! A ternura não deseja nada.
O beijo terno apenas encosta os lábios ... O olhar terno deseja que aquele momento seja eterno.
Daí o seu cuidado, a voz que fala baixo, a mão que tateia, o mover-se vagaroso: para que o encanto da imagem não se quebre.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

                      



É Conversando Que A Gente Se Desentende – Por Rubem Alves


É de madrugada, naquele intervalo confuso entre o sono e o estar acordado, que os deuses me fazem suas revelações. […] Hoje, por exemplo, os deuses revelaram-me que a separação vem dá compreensão. Para se ficar junto é melhor não entender. Isso é o oposto do que pensam os casais que vivem brigando. Acham que suas brigas devem-se do fato de não se entenderem e pedem socorro aos terapeutas quem sabe a terapia fará com que se entendam melhor, o que é fato, mas a conclusão não segue a premissa. Não é que, depois de se entenderem melhor, vão ficar juntos.
Frequentemente é no exato momento da compreensão que a separação torna-se inevitável. Nada garante que o compreendido seja gostado. Prova disso é o que aconteceu com o meu sogro, que odiava miolo. Convidado pra jantar, deliciou-se, repetiu e fartou-se com uma maravilhosa couve-flor empanada. Ao final do banquete, cumprimentou a anfitriã pelo prato divino. Mas ela logo explicou: “Não é couve-flor, é miolo empanado…”. E ele entendeu, entendimento que o catapultou na direção do banheiro mais próximo.[…]
A compreensão sempre dá briga. Imagino, mesmo, que foi por isso que Deus confundiu as línguas da humanidade na construção da Torre de Babel. As pessoas falavam a mesma língua. Falando, entendiam-se. Entendendo-se, compreendiam as opiniões umas das outras. Compreendendo as opiniões umas das outras, não gostavam delas. E daí passavam às vias de fato. Deus Todo-Poderoso compreendeu, então, que a única forma de evitar pancadaria era fazer com que elas não se entendessem. E foi então que nasceu a música, a língua que ninguém entende e todo mundo ama.
É conversando que a gente se desentende. Em um momento futuro, continuarei a minha curva, passando da igreja, lugar onde se louvam os casamentos eternos, para chegar à casa, lugar onde se sabe que os casamentos são efêmeros. Por enquanto, fica o conselho aos casais que estão brigando. Cuidado com a conversa. Da conversa pode nascer a compreensão, da compreensão pode surgir a separação. A compreensão pode ser tão fatal para casamento quanto ela foi para o jantar do meu sogro.
Previnam-se contra a terapia de casal. Ela pode produzir compreensões insuportáveis. A compreensão pode produzir a loucura. Há loucuras que resultam da lucidez… Adotem a sabedoria milenar da igreja: adotem o latim como língua da casa. E dediquem-se à música, dando preferência aos instrumentos de sopro, pois enquanto se sopra não se fala e, assim, a compreensão e a separação são evitadas.
Trecho extraído do livro: Melhores crônicas de Rubem Alves – Páginas 122 a 125 – Editora Papirus – 4º edição – Campinas – SP – 2012.
                                        

6 modos de aumentar a sua força interior exercitando a resiliência



Embora muitas pessoas não saibam, resiliência é a capacidade de uma pessoa de se adaptar a mudanças, de se reerguer depois de situações adversas. Pode parecer um conceito confuso, mas é preciso assumir que esse tipo de situação acontece o tempo todo e que em muitas delas pode ser bastante difícil recobrar o ânimo. Entretanto, saber superar os imprevistos é fundamental para o desenvolvimento de uma pessoa. Algumas maneiras de exercitar sua resiliência.
1 – DESAFIE A SI MESMO
Parte do processo de construção dessa resiliência é saber que você já passou por situações adversas antes e as enfrentou de maneira corajosa. Não desista antes mesmo de assumir um projeto só porque ele parece difícil. O sucesso alcançado de maneira desafiadora é também mais incentivador.
2 – TENHA PLANOS RESERVA
As emergências são, até certo ponto, previsíveis. Procure identificar os pontos falhos do seu plano, seja ele para a vida ou um simples projeto de trabalho. Pense em como cobrir esses “buracos” no seu planejamento. É fundamental que você seja capaz de prever tudo que pode dar errado. Dessa maneira estará mais preparado para lidar com as falhas ao longo do caminho, pois não se sentirá “desavisado”.
3 – CUIDE DE SI MESMO
Pode parecer desnecessário, mas cuidar de si mesmo é parte fundamental do plano de se tornar mais resiliente. Se você não dorme bem, se alimenta mal, se sente fraco e deixa a sua saúde de lado provavelmente terá muito mais dificuldade em seguir em frente quando algo der errado. Tudo é mais fácil de gerenciar se você está saudável.
4 – ESTABELEÇA LIGAÇÕES
Fortes laços sociais são responsáveis por impulsionar a felicidade e criar uma “conta emocional” com a qual você poderá contar em situações inesperadas. Invista nesse tipo de ligação passando um tempo com a sua família, com os seus amigos e até mesmo com os seus vizinhos. Eles estarão lá para ajudá-lo quando algo não sair conforme o esperado.
5 – LISTE AS COISAS CAPAZES DE ANIMÁ-LO
Se você conhece bem o seu humor, provavelmente sabe quais são as coisas capazes de animá-lo em um momento difícil. Tendo uma lista com todas essas coisas à mão você saberá para onde ir quando estiver se sentindo desmotivado. Pense em todas as coisas que você mais gosta, como um filme, uma comida ou mesmo uma companhia. Isso será útil caso algo saia do plano inicial.
6 – NÃO CONTE COM AS SITUAÇÕES FÁCEIS
Se você está esperando que tudo dê certo o tempo inteiro tem muito mais chances de se decepcionar. Isso não significa ser pessimista e acreditar que nada tem chance de dar certo, mas é preciso ter a consciência de que nem sempre as coisas acontecem conforme o esperado. Se você souber aceitar as adversidades e, mais que isso, prevê-las, poderá lidar melhor com elas
Rubem Alves_Oficial




“Mas é preciso escolher. Porque o tempo foge. Não há tempo para tudo. É necessário aprender a arte de ‘abrir mão’ - a fim de nos dedicarmos àquilo que é essencial”. 
Rubem Alves

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016







“É Preciso Empurrar O Filho Para Fora Do Ninho” – Rubem Alves




Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças e abandonem a proteção do ninho. Eu mesmo sempre os empurrei para fora. Sei que é inevitável que eles voem em todas as direções como andorinhas adoidadas.
Sei que é inevitável que eles construam seus próprios ninhos e eu fique como o ninho abandonado no alto da palmeira… Mas, o que eu queria, mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo…
Existem muitos jeitos de voar. Até mesmo o voo dos filhos ocorre por etapas. O desmame, os primeiros passos, o primeiro dia na escola, a primeira dormida fora de casa, a primeira viagem…
Desde o nascimento de nossos filhos temos a oportunidade de aprender sobre esse estranho movimento de ir e vir, segurar e soltar, acolher e libertar. Nem sempre percebemos que esses momentos tão singelos são pequenos ensinamentos sobre o exercício da liberdade.
Mas chega um momento em que a realidade bate à porta e escancara novas verdades difíceis de encarar. É o grito da independência, a força da vida em movimento, o poder do tempo que tudo transforma.
É quando nos damos conta de que nossos filhos cresceram e apesar de insistirmos em ocupar o lugar de destaque, eles sentem urgência de conquistar o mundo longe de nós. É chegado então o tempo de recolher nossas asas. Aprender a abraçar à distância, comemorar vitórias das quais não participamos diretamente, apoiar decisões que caminham para longe. Isso é amor.
Muitas vezes, confundimos amor com dependência. Sentimos erroneamente que se nossos filhos voarem livres não nos amarão mais. Criamos situações desnecessárias para mostrar o quanto somos imprescindíveis. Fazemos questão de apontar alguma situação que demande um conselho ou uma orientação nossa, porque no fundo o que precisamos é sentir que ainda somos amados.Muitas vezes confundimos amor com segurança. Por excesso de zelo ou proteção cortamos as asas de nossos filhos. Impedimos que eles busquem respostas próprias e vivam seus sonhos em vez dos nossos. Temos tanta certeza de que sabemos mais do que eles, que o porto seguro vira uma âncora que impede-os de navegar nas ondas de seu próprio destino.
Muitas vezes confundimos amor com apego. Ansiamos por congelar o tempo que tudo transforma. Ficamos grudados no medo de perder, evitando assim o fluxo natural da vida. Respiramos menos, pois não cabem em nosso corpo os ventos da mudança. Aprendo que o amor nada tem a ver com apego, segurança ou dependência, embora tantas vezes eu me confunda. Não adianta querer que seja diferente: o amor é alado.
Aprendo que a vida é feita de constantes mortes cotidianas, lambuzadas de sabor doce e amargo. Cada fim venta um começo. Cada ponto final abre espaço para uma nova frase. Aprendo que tudo passa menos o movimento. É nele que podemos pousar nosso descanso e nossa fé, porque ele é eterno.
Aprendo que existe uma criança em mim que ao ver meus filhos crescidos, se assusta por não saber o que fazer. Mas é muito melhor ser livre do que imprescindível. Aprendo que é preciso ter coragem para voar e deixar voar. E não há estrada mais bela do que essa.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016


"Talvez seja isso o que desejamos de uma pessoa amada: que ela seja uma luz suave que nos ajude a suportar o terror da noite". Rubem Alves
Em:“As melhores crônicas de Rubem Alves” - 2015 - Pág. 45

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Sol
Rubem Alves




"Essa é a missão da poesia:
Recuperar os pedaços perdidos de nós."







"Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também."

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Sol








Não havíamos marcado hora, não havíamos marcado lugar. E, na infinita possibilidade de lugares, na infinita possibilidade de tempos, nossos tempos e nossos lugares coincidiram. E deu-se o encontro.
Rubem Alves