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domingo, 27 de maio de 2018

“Não culpes ninguém”, o belo poema de Pablo Neruda para refletir




As pessoas que culpam os outros geralmente tentam esconder seus sentimentos de desamparo. Se elas não culparem ninguém, estarão admitindo que não estão no controle e que não há nada que possam fazer.
Ao culpar os outros, a pessoa desamparada assume a posição do acusador e se sente mais no controle.
Em algumas situações, é aceitável culpar os outros se eles forem realmente responsáveis ​​e se culpá-los, fizer evitar erros semelhantes no futuro, mas na maioria dos casos você deve aprender como assumir responsabilidade por suas ações e estar no controle de sua vida para que você Não culpe pessoas inocentes.
É isso que Neruda nos diz de forma poética nesse poema que é um dos mais lúcidos e belos conselhos que o poeta nos deixou.
Não Culpes Ninguém | Pablo Neruda
“Não te culpes por nada, nunca te queixes de nada, nem de ninguém, porque fundamentalmente tu tens feito tua vida.
Aceita a responsabilidade de edificar a ti mesmo e o valor de acusar-te no fracasso para voltar a começar; corrigindo-te,
o triunfo do verdadeiro homem emerge das cinzas do erro.
Nunca te queixes do meio ou dos que te rodeiam,
há em teu meio, aqueles que souberam vencer, as circunstâncias
são boas ou más segundo a vontade ou fortaleza de teu coração.
Aprende a converter toda situação difícil em uma arma para brigar.
Não te queixes de tua pobreza, ou de tua sorte,
enfrenta com valor e aceita que de um outra maneira,
tudo dependerá de ti; não te amargures com teu próprio fracasso.
Nem culpes a ninguém por isso, aceita agora ou seguirás
justificando-te como um menino, relembra que qualquer momento é bom para começar e que nenhum é tão terrível para claudicar.
Pare já de enganar-se, és a causa de ti mesmo,
de tua necessidade, de tua dor, de teu fracasso.
Se, tu tens sido o ignorante, o irresponsável, tu, unicamente tu, ninguém pode haver feito por ti.
Não esqueças que a causa de teu presente é teu passado,
como a causa de teu futuro é teu presente.
Aprende com os fortes, os audazes, imita aos enérgicos,
aos vencedores, aos que não aceitam situações,
aos que venceram apesar de tudo.
Pensa menos em teus problemas e mais em teu trabalho
e teus problemas sem alimento morrerão.
Aprende a nascer desde a dor e a ser maior,
que o maior dos obstáculos.
Veja-te no espelho de ti mesmo.
Começa a ser sincero contigo mesmo. Reconhecendo-te pelo teu valor, pela tua vontade e por tua fragilidade para justificar-te.
Recolhe-te dentro de ti mesmo, mais livre e forte,
e deixarás de ser um boneco das circunstâncias,
porque tu mesmo és teu próprio destino.
Levanta-te olha as manhãs e respira a luz do amanhecer.
Tua és parte dá força dá vida.
Agora desperta, caminha, luta.
Decide-te e triunfarás na vida.
Nunca penses na sorte,
porque a sorte é o pretexto dos fracassados.”

terça-feira, 24 de maio de 2016

http://amenteemaravilhosa.com.br/dificil-dizer-ola-quando-quero-dizer-eu-te-amo/




Eu o amo sem saber como, nem quando, nem onde, o amo diretamente sem problemas nem orgulho: é assim que eu o amo, porque não sei amar de outra forma”
-Pablo Neruda-

segunda-feira, 28 de março de 2016



Te amo como se amam certas coisas obscuras, secretamente




“Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
amo-te como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
senão assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
-Pablo Neruda-

sexta-feira, 11 de março de 2016

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Poesia



O teu riso
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
Pablo Neruda






segunda-feira, 2 de novembro de 2015



Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.

Pablo Neruda