terça-feira, 16 de junho de 2015







Não foi quando a maré subiu!  Garras é que destruíram meu castelo.  Garras da fera capaz de esmagar a própria cria.   Monstro que não sabe cativar,  prefere ser odiado a ser amado. 
Com uma pedra tão pesada no peito, que não enxerga a destruição que causam seus pés.  Boca que diz, corpo que desdiz.  Eu vi esse lado obscuro, olho para ele, enfrento, preciso ser forte e grande para tornar minhas garras maiores que  as suas, se não quiser ser engolida por ele. 
Mãe sabe ser bicho, quando preciso, para defender quem é indefeso.
Que me coma os olhos, que escarre em mim sua baba nojenta, serei sempre mais forte do que ele.

Vai desejar nunca ter acordado o monstro que vivia em mim escondido!                      23.5.7

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