Não
foi quando a maré subiu! Garras é que
destruíram meu castelo. Garras da fera
capaz de esmagar a própria cria.
Monstro que não sabe cativar,
prefere ser odiado a ser amado.
Com
uma pedra tão pesada no peito, que não enxerga a destruição que causam seus
pés. Boca que diz, corpo que desdiz. Eu vi esse lado obscuro, olho para ele,
enfrento, preciso ser forte e grande para tornar minhas garras maiores que as suas, se não quiser ser engolida por ele.
Mãe
sabe ser bicho, quando preciso, para defender quem é indefeso.
Que
me coma os olhos, que escarre em mim sua baba nojenta, serei sempre mais forte
do que ele.
Vai desejar nunca ter
acordado o monstro que vivia em mim escondido! 23.5.7

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