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DE BURACO EM BURACO
Era para ser um agradecimento puro e simples, pois completei ontem, mais um ciclo de vida; mas acabei indo fundo, e falei sobre a linha circular que desenhamos, subindo em direção à evolução, enrolando-se em um eixo vertical imaginário.
Nos parece que andamos em círculos, e andamos mesmo, círculos ascendentes, quase nem percebemos a nossa ascensão, de tão lenta que ela é. De tempos em tempos, as mesmas dificuldades nos alcançam, não importa o quanto tenhamos caminhado; travestidas e com uma outra face, nos vêm assombrar, de novo a trajetória.
À cada nova investida, estamos um pouco menos vulneráveis a elas, porque nos encontramos em um outro ponto, diria eu: um pouco menos suscetíveis aos velhos desacertos. Colocarei assim, ‘desacertos’, porque aprender a fazer o ‘certo’ é coisa que requer muita transpiração de nossa parte e muita determinação para continuarmos a enfrentar as nossas próprias fraquezas. Ninguém se fortalece de um dia para o outro.
A boa notícia é que, junto com essas novas investidas, nos vêm também, um pouco mais de experiência adquirida. A nossa vida é cíclica e devemos nos negar a repetirmos os mesmos erros, já que de nada teriam servido os apuros anteriores e o aprendizado cairia por terra. Afinal, buraco conhecido deve ser tampado ou ao menos, sinalizado.