quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018



BURACOS
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Onde quer que eu vá, levo meus 'buracos' comigo.  Eu os levo à tira-colo, ou de uma forma mais atual, digo que os carrego numa pequena bolsa transversal, junto ao corpo.

Eles sempre se colocam com seu peso e presença, à frente de qualquer bagagem que eu julgue necessária.

Embora a superfície deles, pareça ser tão calma quanto a de estar em alto mar, não indicam os verdadeiros perigos ocultos, que espreitam e ameaçam em mergulhos profundos.

Sou capaz de me perder dentro deles, e é preciso que eu diga a mim mesma, umas mil vezes - que vou conseguir subir à tona.  Estupidamente, me deixo levar pelos pensamentos intrusivos e sou levada ao fundo!

Eles representam tudo aquilo - e ao mesmo tempo guardam - o que deixou de ser feito, por falta de empenho próprio, ou por falta de empenho alheio.  Muito embora eu tenha consciência de ter feito tudo o que pude, cobro sempre um bocadinho mais de mim mesma.

A verdade é que foram coisas que deixaram a desejar, que muito além de não saírem como eu esperava, me surpreenderam pela capacidade de contrariar o meu desejo, afrontando a minha verdadeira e real intenção.

Ah ... como é difícil admitir que o controle não se deixa possuir!


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018


    _____ Comunicado _____


Não haverá publicações por uns dias, mas isso não significa que não estarei escrevendo!

Bom Carnaval a todos!






SEM ENCANTO
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É assim que fica!

A lua é só lua, meia luz, abajur da noite - que evita a treva total.  

O sol, é só sol - que nem sempre nos livra da escuridão, porque não enxergamos o que ele ilumina.

A vida é sucessão de 'acender' e 'apagar' - uma vida, sem vida inclusa.



AMOR|DES_AMOR
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A flor desbrota do botão
a água, surje do chão
o amor, do homem!
Não direi do coração
porque é o que presumem!
Ao amor, o homem aspira
e o nosso tempo expira
nas horas que consomem
ao tempo e ao homem!
O dia nasce da noite
e enquanto isso, se deite
inspire, sonhe, aproveite.
E pense, de onde?
Em que lugar se esconde
a semente e raiz do amor?
No mesmo que o desamor!



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018



MAR DE LILÁS
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Sou uma ilha flutuante
no mar de lilás, abundante
numa alameda de glicínias
de artísticas pirotecnias
sem o perigo dos fogos
para alívio dos biólogos!

Simula efeito guarda-chuva
quando o vento coadjuva
ao reger com maestria
uma bela sinfonia!

Lilás em cima, embaixo
lilás, por todos os lados.
No lilás me encaixo
com meus pés alados 
e perfumes exalados!

Eu, no meu vestido nude
menor pureza, ele alude
vejo a saia que farfalha
e as pétalas que espalha!

Não se vê chão, nem céu!
Na aba do meu chapéu
prendo uma flor amarela
que é só para fazer rima
com a beleza dessa tela!
Somos mesmo obra-prima!



Verbo aludir – Faz alusão ou menção:

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018




MANHÃS E MAÇÃS
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Através do olhar
sequestre minha alma
a um tempo ou lugar
em que a simplicidade e a calma
das coisas puras e verdadeiras
possam torná-la plena.
Das varandas com cadeiras
 no fim, de uma tarde serena
e da luz do sol do amanhã
vou colher a primeira maçã!







domingo, 4 de fevereiro de 2018





INDESEJÁVEIS
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Lamentos internos ...
mosquinhas barulhentas
(às vezes grandes)
numa grossa nuvem
em volta da minha cabeça
tinindo aos ouvidos
rodeando meu nariz
incomodando!

Eu as afasto com as mãos
arranco suas asas, tiro-lhes o som
mas continua o zunido ...
ainda esvoaçam ao meu redor!


Ainda não fabricaram
um inseticida eficaz!

Preciso de pássaros que deem fim
à essas indesejáveis criaturas!