segunda-feira, 24 de outubro de 2022

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SI NO FUERA ASÍ

¿Y si no viniéramos de las estrellas?  Si no hubiera pequeños portales, entre esta dimensión y la otra imposible haber pasado a través de ellas, las pequeñas partículas de polvo que originan nuestros cuerpos ... no habría materia, y entonces el espíritu no tendría dónde morar. De lo contrario, la vida tal como la conocemos no podría concebirse.

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

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BOLAS DA VEZ

Hoje eu preciso, desesperadamente, falar sobre amenidades. É a minha tentativa (e espero que seja ‘acerto’), para desfocar a minha atenção, de um assunto que me consome, e direcioná-la para coisas mais leves.

Na esperança de deixar de sentir a natural indignação e impotência (que podem nascer em qualquer ser humano), eu não darei tratos ‘às bolas da vez’.  É certo, que isto queimaria minha saúde física, emocional e energética.

Eu fui de 8 e 80, não de 8 a 80, porque fui de ônibus e metrô, e não tão rápido. Fiquei o tempo todo com aquele olhar perdido, de vidraça - próprio de quem olha e finge que não vê ... porque não vê mesmo. Por ser desagradável encarar as pessoas, nos condicionamos a olhar através delas, em direção ao que parece ser um vazio, e nos damos conta, de que olhamos para dentro de nós mesmos. 

Ainda, desviando o foco do real e crucial problema que me atormenta; reparei que tinha a barra da minha calça dobrada para fora, contrariando a moda; aliás, prefiro isso a vê-la arrastada pelo chão.   Antes a inadequação, do que esfarrapar o tecido, de uma roupa que vai durar para além dessa tendência.  Mas como tudo o que aprendemos, uma hora ou outra, é considerado inadequado, sei que posso ter passado a ideia de desatualização ou ridículo ..., porém não estou 'nem aí' ... para uma questão tão frívola - de como considerarem, a maneira de me vestir!

Mas não é tão fácil, uma sensação me persegue, de estar dentro de uma ampulheta: quando acho que estou na parte de cima, vejo que já passei para a parte de baixo!  Quando os valores transpõem o pequeno orifício, são espremidos, invertem-se os pesos - o que era certo, antes, já não é mais, e com que rapidez(!), que é impossível acompanhar.  De 8 a 80, num piscar de segundo!

Confesso que muitas vezes, eu salto da parte de baixo da ampulheta, direto para dentro de um liquidificador em funcionamento ou sou passada sobre um ralador bem afiado ... e isso o que eu digo, é obvio(!) ...  que não envolve questões sobre moda! 


segunda-feira, 17 de outubro de 2022


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O ALVO E A POEIRA

Não sou responsável por resgatar ninguém, sobretudo quando não quer ser resgatado. Posso dar minha humilde contribuição, se me for pedida ou quando ... o comportamento inadequado do outro, me envolve diretamente, e é preciso me posicionar a respeito - para que eu não venha a ser arrastado pelas consequências partilhadas. Assumir questões que não são minhas, é morder um naco maior do que eu posso mastigar, e caso eu consiga engolir uma pequena parte, esta descerá pela garganta, raspando e machucando, sem jamais ser digerida.

Na ânsia de minimizar ou tentar alertar o outro, sobre um iminente desfecho negativo; quando não sou ouvido ou nem sequer há consciência dele da necessidade de mudança; e além de tudo, ridiculariza minha intervenção ou tenta 'redirecionar o alvo' - é preciso que eu sacuda a poeira das minhas sandálias, me afaste da situação e siga o meu caminho - porque esse pó, caso não o retire, será danoso aos meus pés.  Cessa aqui, toda e qualquer possível parcela da minha responsabilidade.

Tenho o direito de me colocar, quando algo invade a minha integridade física ou moral; pois limites são bons, como são bons, os muros que separam as propriedades. Se assim não fosse, não saberíamos onde termina o meu quintal e começa o do outro.  Se serei compreendido ou não, não me cabe a preocupação, nem me importar como ele vai se sentir.  É importante ressaltar aqui, que os ‘invasores de propriedade’ têm dificuldades em reconhecer os direitos alheios, porque trazem uma visão bem distendida dos seus próprios limites.
















sexta-feira, 14 de outubro de 2022


1541 






CHAVE PERDIDA

Qual é a pior escuridão?   Qual é o mais terrível silêncio?  Qual é a maior distância?  Não é a dos olhos que não veem; não é a dos ouvidos que não ouvem; nem a dos corpos afastados.

Um coração que não sabe enxergar o quanto o outro se esforça, que não se compadece do sofrimento alheio; nem se atém a ouvir o que um outro coração diz; nem sentir o que um outro sente – o dono desse coração, esse sim, é o verdadeiro cego, um surdo sem esperança e um insensível, impossibilitado de exercer suas habilidades humanas.  Nega acesso a qualquer troca, incapaz de dar de si quando é preciso, também não consegue receber nada de ninguém – porque seu peito permanece trancado. Acaba por adquirir algumas características inumanas.



quarta-feira, 12 de outubro de 2022

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ANALFABETISMO EMOCIONAL


Ser analfabeto das letras é terrível, porque nos priva de adquirir conhecimento a respeito de quase tudo na vida.  Bem pior do que ele, é o analfabetismo emocional, porque nos rouba a chance de termos relacionamentos saudáveis e duradouros.

São as emoções que nos dirigem, têm como gatilho, situações atuais, que acordam experiências semelhantes, vividas anteriormente - sensações que estiveram, até então, abaixo da linha do consciente, que se somam à reação ao fato atual.

Toda troca é feita com base no consenso, ou seja, o manipulador exerce sua influência sobre o inseguro; o dominador se sobrepõe ao fraco e assim por diante.  Haverá sempre um ganho, ao se deixar manipular ou dominar, porém a relação não deixará de ser tóxica.  Durará até que a parte prejudicada se dê conta do ‘jogo’ e resolva não ‘brincar mais’.

Salvo as pessoas, que não se colocam no lugar do outro, por absoluta e inata ausência de empatia, devido suas personalidades específicas e com tendência psicopática; há sempre a possibilidade de melhorar os relacionamentos. Desde que as duas partes percebam a necessidade de mudança e estejam dispostos a fazer os ajustes, é possível.  

Normalmente, nos relacionamentos doentios, demora um tempo até que se perceba a disfunção, e quando isso acontece, a parte que exerce poder não quer modificar sua dinâmica, pois esta, está baseada na subjugação e sem ela, não concebe nenhuma outra possível maneira de se relacionar.





segunda-feira, 10 de outubro de 2022

 1539




SOMANDO ZEROS


Quando é que fazemos isso?  É preciso lembrar que na soma, o zero não acrescenta nada; na subtração também, nada se altera.  Na multiplicação, ele torna nulo todo o valor anterior ou posterior; na divisão, qualquer número, como dividendo ou divisor, perde seu peso, porque é um cálculo impossível de se fazer.

Mesmo sabendo disso, inúmeras vezes, somamos zeros, na esperança de acrescentar ou fazer a diferença, numa determinada situação.  Quando o produto da operação já está definido, somar zeros, é coisa improdutiva, porque quantos mais forem somados, não alterarão o resultado.

Falando assim, sobre aritmética, todo mundo sabe do valor do zero.  Agora, quanto àquela situação que nos incomoda e desafia, nem sempre temos essa ideia muito clara em nossos comportamentos.  Não transportamos o conhecimento que temos, de uma regra, também  aplicável às atitudes que podemos ter, perante algo que precisa ser mudado.  

Perdemos nosso precioso tempo, tentando modificar um resultado desfavorável, com opções impossíveis, com passos já reconhecidamente, como infrutíferos.  Será que devemos retornar à escola básica para reaprender a fazer contas? 



domingo, 2 de outubro de 2022

 1538





AS MUITAS PELES 

Como todo ser vivo, precisei de duas metades que se ajustassem uma à outra, para me corporizar por aqui.  Depois de concebida, ganhei formas humanas, me alimentando indiretamente das substâncias, e de sentimentos, que tomei como meus.  Aos poucos, todas as partes, foram se desenvolvendo e crescendo, até que cheguei à forma primária de minha constituição física e à forma inicial de minha estrutura emocional.  Nesse momento, eu havia recebido tudo de que precisava, para dar continuidade à história única, que começara e escrever.

Precisei de um bom tempo ainda, para aprender a caminhar com minhas pernas (no sentido mais amplo da emancipação) ... maior tempo ainda, para treinar a pensar com a minha cabeça, porque no começo, eu não pensava, só sentia.  Tudo que aconteceu ao meu redor, contribuiu para o meu fortalecimento; todos que cruzaram ou que dividiram o mesmo caminho, também contribuíram com experiências, que agregaram aprendizado.  Era forçoso, que meu caminho fosse descoberto, personalizado para os meus propósitos.

Nunca estive só, porém era preciso que eu pessoalmente, me desse à luz, parisse a mim mesma, na versão concreta da verdadeira construção - entronizada de tudo o que havia me afetado, até ali.

Confesso que foi um parto difícil, com contrações dolorosas de músculos ainda fracos, comprimindo e convulsionando, as ideias necessitadas de amadurecimento, mas que tinham que corresponder ao que se exigia deles – a transformação da essência bruta em resultado mais apurado.   Sempre é preciso abandonar as velhas peles, porque não comportam mais as células renovadas, nem os velhos conceitos, agora com outros significados.

Do primeiro parto – o verdadeiro, eu não tenho lembrança vívida, apesar de tê-lo vivido.  Do segundo, trago gravado todas as dores, a respiração ofegante, a sensação de medo e desespero de não ser capaz de concluí-lo.

Foi um parto, onde ao mesmo tempo, fui a parturiente, a assistente e o próprio fruto.