terça-feira, 7 de março de 2017

Três tipos de homem que você jamais deveria ter como companheiro


Nenhum homem é perfeito, assim como nenhuma mulher é perfeita. Estamos longe disso. Todos somos cheios de defeitos e passamos por momentos nos quais realmente somos difíceis de suportar até para as pessoas que mais gostam de nós. Contudo, existem traços de personalidade que podem ser muito negativos para os relacionamentos amorosos, que vão muito além de uma série de momentos pontuais.

O problema surge por dois motivos: nunca acabamos de conhecer plenamente uma pessoa, e as pessoas mudam. Um homem pode parecer absolutamente encantador no começo, mas talvez logo você tenha que se perguntar para onde foi aquele príncipe encantado. Ou ao contrário: alguém pode parecer ser totalmente entediante e, com o passar do tempo, você descobre nele um encanto escondido.

“Você está apaixonado quando percebe que a outra pessoa é única.”
-Jorge Luis Borges-

O que é fato é que algumas pessoas têm um jeito inadequado de se relacionar com a sua afetividade e com o resto. Talvez não consigam amar, ou não aceitem ser amados, ou estão presos dentro do seu próprio inferno de culpa, ressentimento ou temor. Nesses casos, exceto se você conseguir um milagre, o relacionamento acabará em fracasso. Portanto, a seguir apresentamos três tipos de homem dos quais é melhor se manter afastada.


O homem que vai de um extremo ao outro
Um tipo de homem que passa da maior ternura à máxima agressividade, em muitas ocasiões sem que existam fatos que justifiquem tal mudança. Nunca explica realmente o que aconteceu. Simplesmente, um dia morre de amores por você e enche você de presentes e carícias, mas no dia seguinte a rejeita de um jeito ácido e, às vezes, cruel.

Costumam ser impulsivos. Sem entender de que jeito, você começa a vivenciar uma profunda ambiguidade deles. Você se derrete quando estão na sua faceta amorosa. Não consegue imaginar um homem mais afetuoso e dedicado do que ele. Você sente que o adora e que é o grande amor com o qual sonhou. Depois, quando desperta esse tipo de monstro que ele leva dentro de si, você experimenta justamente o contrário: rejeição e até ódio pela sua instabilidade ou medo, porque ele se torna imprevisível.

Esse tipo de homem é emocionalmente desgastante. Possuem um profundo conflito consigo mesmos, que não superaram. São muito egocêntricos e por isso não consideram os efeitos que causam em você. O fato é que não estão prontos para ter um relacionamento amoroso com você, nem com ninguém.

O homem que tem o hábito de mentir
Existem muitos jeitos de mentir. O mais óbvio é falar sobre fatos ou situações que nunca aconteceram. Mas viver em função de aparências, prometer e não cumprir, se acomodar com circunstâncias com as quais a gente não concorda, também são formas de cair em falsidade.
O mentiroso geralmente se entrega, não por causa do jeito que mente para você, mas por causa do jeito que o faz com os outros. Se o faz com outros, por que não o faria com você também? Muitas vezes essas mentiras não são fáceis de detectar, porque existem homens que são verdadeiros profissionais da simulação. Por isso é tão importante prestar atenção em como ele age com os outros.

Alguém que mente constantemente tornará impossível que a confiança cresça no relacionamento. Logo você se verá fazendo pesquisas exaustivas para pegá-lo. Ou fuçando suas coisas para ver se a engana. Com os homens compulsivamente mentirosos é impossível construir um relacionamento que valha a pena.

O homem que faz você se sentir inibida
São esse tipo de homem com os quais você sente que está pisando em ovos o tempo todo. Costumam ser muito críticos em relação ao que você faz ou diz, e inclusive com o jeito que você se veste. Esse traço é próprio de quem tem muito sucesso ou dinheiro e procura simplesmente uma companhia que se comporte do jeito que eles querem.

O fato é que você sempre se sente avaliada e, geralmente, desclassificada. Você pensa cada coisa vinte vezes antes de pronunciá-la. Você mede muito bem o jeito que se comporta quando ele está com você e permanece nessa atitude tensa, que não a deixa ser espontânea. De repente, você se torna uma pessoa muito silenciosa quando está na sua presença; ou fala, mas sempre está atenta à expressão que ele tiver diante das suas palavras.


Em casos mais extremos, estes homens controladores e narcisistas também acabam sendo violentos. Acreditam que o mundo e todas as pessoas, especialmente seu companheiro, precisam se comportar como ele imagina que devem fazê-lo. O seu lance é a intimidação, seja com jogos psicológicos sutis ou com coação física direta. Como esse tipo de homem você nunca será feliz.


Narcisismo, o erro de pensar que você é importante demais


Provavelmente todos sabem como é conviver com uma pessoa para quem o ego é tudo. Essa sensação tóxica de ter que lidar com um narcisismo que apenas quer se exibir e crescer diante dos outros acaba sendo insuportável.

Ou seja, conviver com alguém que se nega a fazer uma autocrítica é como colocar pedras em um saco rasgado ou, dito de outra forma, falar com uma parede. Isso, infelizmente, aparece em certos âmbitos como uma característica de sucesso. Isso ocorre porque de alguma forma uma característica psicológica como o narcisismo é capaz de apagar os outros benefícios da luz própria.

Prepotentes, fantasiosos, com necessidade de admiração e ares de grandeza. Assim são as pessoas que empunham a bandeira do narcisismo, que se esquecem do que os outros sentem, que esperam ser reconhecidos como superiores e se divertem em suas fantasias de sucesso, poder, brilho, beleza ou amor ilimitado. Eles sentem que são únicos e que existe algo que os faz inigualáveis.

No entanto, sua autoestima é quase sempre frágil apesar de acreditarem que, através de suas atribuições, muitas de suas qualidades os fazem seres superiores. São muito sensíveis ao “dano” da crítica e da derrota, o que faz com que diminuam muitas vezes seu rendimento e seu funcionamento profissional, o que pode chegar a se manifestar em episódios depressivos. Por outro lado, nos momentos de grandiosidade a sensação que prevalece é um estado de ânimo maníaco ou hipomaníaco.

Os que abraçam o narcisismo esperam que os reconheçam como seres superiores e, portanto, exigem uma atenção e admiração constante. Geralmente eles se preocupam que reconheçam seu trabalho e mantêm a expectativa de que sejam recebidos sempre “com festa”. Essas pessoas geralmente são invejosas e acreditam que os outros as invejam, o que faz com que se comportem de maneira arrogante e paternalista.

Seu senso de direito e sua falta de sensibilidade em relação às necessidades e aos desejos dos outros pode conduzir à exploração consciente ou inconsciente das outras pessoas. Assim, essa qualidade faz com que eles esperem e exijam dos outros uma dedicação especial. Se os demais respondem como eles gostariam, eles terão a determinação de dar privilégios especiais e recursos adicionais a quem acreditam que os mereça.

Além disso, conforme detalhado neste tipo de problema de personalidade, eles tendem a discutir suas preocupações e interesses de forma inadequada longa e detalhadamente, sem reconhecer os sentimentos e as necessidades dos outros. E mais, tendem a se mostrar impacientes com os outros quando esses falam de seus problemas e preocupações, criticando e olhando com desprezo os problemas das outras pessoas.

Narcisismo: vaidade de quem não tem outra coisa para exibir

Caminhava com meu pai quando ele se deteve numa curva e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou:
– Além do cantar dos pássaros, você escuta mais alguma coisa?
Agucei os meus ouvidos e alguns segundos depois respondi:
– Estou escutando o barulho de uma carroça.
– Sim – disse meu pai – É uma carroça vazia.
– Como você sabe que é uma carroça vazia, se ainda não a vemos? – perguntei ao meu pai.
– É muito fácil saber quando uma carroça está vazia, por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz – me respondeu.
Virei adulto e até hoje quando vejo uma pessoa falando muito, interrompendo a conversa de todos, sendo inoportuna ou violenta, gabando-se do que tem e mostrando-se prepotente e fazendo menos das outras pessoas, tenho a impressão de ouvir a voz de meu pai dizendo:


“Quando mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz”.


humildade consiste em calar nossas virtudes e deixar que os outros as descubram. E lembrem-se de que existem pessoas tão pobres que o único que têm é dinheiro. E ninguém está mais vazio do que aquele que está cheio de si mesmo. Geralmente, como se extrai desse texto, a arrogância, prepotência e o egocentrismo fazem muito barulho, diferentemente da imagem saudável de si mesmo (autoestima).

As pessoas que se sentem muito importantes pulam como uma mola quando percebem qualquer tipo de ataque real ou imaginário, porque qualquer detalhe mínimo as faz sentir que tudo é uma ofensa e que estão lhe faltando com o respeito. Essa busca de reafirmação constante geralmente sai caro em suas relações pessoais e em seu desempenho vital.

Esse tipo de atitude nos faz reagir com rejeição, o que por sua vez perpetua o vitimismo dessas pessoas. Elas pensam que têm em seu poder a verdade absoluta sobre os outros, teorizam sobre carências e os problemas dos outros a respeito de si mesmos. Pouco a pouco vão afastando as pessoas do seu caminho, pessoas que realmente gostavam delas e que podiam lidar com suas dificuldades graças ao carinho que professavam.


Nesse sentido, não podemos esquecer que as pessoas que se comportam assim precisam de ajuda. Cabe a nós tentar ajudar e podemos nos aproximar deles, recomendar que consultem um profissional. Embora conseguir isso não seja fácil, nunca é tarde para tentar.





segunda-feira, 6 de março de 2017



397 _______________________________________ FRAGMENTOS 





Paulo e Pedro   


Paulo é o espelho de Pedro
em moldura feita de cedro.

É Pedro, que o espelho mostra
(é Pedro que abre sua ostra)
quando Pedro, de Paulo fala!
E quando Pedro cala
Paulo se ri!

Pedro fala por si ... 
Pedro precisa de um monóculo
porque tudo que, a ele Pedro, pinica
a verdade que implica:
é que Pedro,fala de Paulo ...
mas Pedro, que de Paulo nada entende ...
acaba por revelar de si, o que não pretende!






396 _______________________________________  FRAGMENTOS 



Todos os ‘tesouros seus’  

Uma mente pode embotar-se
e uma outra consciência expandir-se!
Entre a natural expansão
e uma voluntária prisão
é que moram as diferenças!
Na defesa de velhas crenças
recebidas por nascenças
ou aprendidas na infância!
Como é difícil a convivência
com alguém que não que escutar
e que diz nada mudar!

Num mutismo seletivo
... não de palavras faladas
... sim  de ideias pensadas
se faz diálogo inconclusivo!

Não são as etnias
... ou as mãos frias
um bolso vazio, outro cheio
ou vidas partidas ao meio ...
Ao meio, todas estão
se  seja cristão ou não!

Em cada um, uma história
querendo virar estória
estória a gente inventa
história, a esperança afugenta!
Cada um vem com uma dor
que carrega em si uma cor!
De várias cores e dores
vamos matando os amores!
Os longos e estreitos corredores
vão aumentando as distâncias
e dispersando as fragrâncias!

Certas mentes vão aos cárceres
pra garantir seus pareceres
engolindo o molho das chaves
criando vários entraves
causando ferimentos graves!

Mas só o que importa é guardarem razão
e a razão, com eles,  também se aprisiona
... enlouquecida,  vira aguilhão ...
e uma triste sorte,  ocasiona!

Se deixam morrer de gangrena 
... junto a eles na cela pequena
garantidos  estão -  todos ‘os tesouros seus’
e assim, dizem à chance e à luz - adeus!




sábado, 4 de março de 2017


AO FALARMOS DOS OUTROS REVELAMOS MUITO SOBRE NÓS MESMOS!






Existe uma frase atribuída a Sigmund Freud, o criador da psicanálise, que traz os seguintes dizeres:
“Quando Pedro me fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo”.

Se a sentença foi realmente proferida por Freud, não se sabe. Entretanto, o significado da mensagem faz sentido.
Para o médico e psicanalista Mauro Hegenberg, professor do Instituto Sedes Sapientiae, que realiza cursos, estudos e atendimento clínico na área de psicologia, a frase é precisa, já que cada um revela um pouco de si mesmo a partir do que identifica no outro. “Isso porque projetamos nos outros aquilo que está em nós mesmos”, explica.
Na concepção da psicanálise, cada indivíduo tem uma visão única de mundo, formada ao longo da vida em função de sua educação e suas experiências, que influenciam o modo de perceber as pessoas. “São essas imagens, ideias e conceitos que projetamos nas pessoas quando pensamos nelas ou falamos sobre elas”, diz Hegenberg.
Diferentes estudos na área de psicologia mostraram que bastam apenas poucos segundos para formarmos uma opinião sobre alguém. Uma pesquisa da Universidade de Glasgow, na Escócia, concluiu que até menos do que isso é suficiente: em apenas meio segundo, os entrevistados tiveram suas primeiras impressões após ouvir um simples “olá”.
A maneira como julgamos alguém ou o que falamos a respeito dele estão intimamente relacionados com o nosso jeito de ser, na opinião do filósofo Jorge Claudio Ribeiro, livre-docente em Ciência da Religião da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo. “Se sou otimista, vou destacar aspectos mais positivos daquela pessoa”, exemplifica.
Para Ribeiro, além da influência da biografia de cada um naquilo que mais salta aos olhos quando analisamos o outro, existe, também, o peso do momento. “As circunstâncias que estamos vivendo também condicionam o nosso pensamento”, acrescenta.
O que incomoda?

Muitas vezes aquilo que tanto incomoda no outro pode ter relação com uma característica que a pessoa também possui, mas não aprova e nem sempre enxerga. “Se aquilo não tivesse nada a ver com as minhas dificuldades, não incomodaria, eu nem perceberia”, diz a psicoterapeuta cognitivista-comportamental Betania Marques Dutra, professora da Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora e do Instituto Brasileiro de Hipnoterapia, no Rio de Janeiro (RJ).



*****
RE_EDIÇÃO





Que vós esperanceis!
04/03/16


Tudo a ver
tem com esperançar ...
a serenidade de aceitar,  
a coragem para modificar
e sabedoria para distinguir...

Enquanto acreditar,
não deixar de remar...
um barco precisa de dois remos
pra chegar a algum lugar

Nada a ver com simples "esperar",
rogar, ensejar  ...
confiar ou aspirar!

Tudo vem a lhe compor,
mas nada disso sozinho
pode  lhe definir!
É tudo isso e mais!

A esperança teima em morrer?
Ela não morrerá ...
se não deixarmos de "esperançar",
porque é vital para viver!

É palavra que não conheceis?
Venho vos apresentar:
o verbo "esperançar"!

Almeja por ser conjugado,
em todos os tempos,
em todas as pessoas,
em quase todos os modos ...
menos no "negativo"!

Porque sempre esteve a existir!
Nos corações a viver,
nas bocas a falar
e nas mãos a executar!





_____________'UM OLHAR SOBRE O COMPORTAMENTO HUMANO'
27 - "ESPELHOS"










Era uma vez um raio luminoso, que resolveu precipitar-se sobre uma superfície
que lhe parecia plana - o espelho.  
Escolheu uma direção ao seu agrado, para fazer esse mergulho.  
Sua intenção era de que a superfície o absorvesse, 
dessa forma ele poderia sondar-lhe os mistérios.  
Ela, não só não o absorveu,  como também não o espalhou em outras direções. 
Não foi propriamente um mergulho, porque ele se viu preso, dentro da película transparente
- numa imagem irreal - 
diferente da que ele  acreditava ter.





Os espelhos refletem uma imagem que não corresponde à verdadeira.  Nossos olhos funcionam como espelhos - acreditamos, estar vendo a imagem que o espelho nos mostra, mas muito antes disso – essa imagem já foi formada por nosso próprio ‘espelho interior’ - dentro de nossas órbitas oculares, captando as imagens e enviando-as ao nosso cérebro.

Portanto os espelhos mentem, porque nossos olhos são mentirosos.  Os espelhos não são necessariamente planos, eles podem ser convexos, côncavos ou irregulares - o mesmo acontece com nossos olhos. 

Nosso olhar é 'impreciso', geralmente requer uma correção - e olha que não estou falando só de divergência e convergência de raios,  ou  de concavidade ou convexidade das lentes.  A imprecisão do olhar, não se dá apenas por defeitos físicos, quer seja dos olhos ou dos espelhos!

Cada um enxerga a imagem que quer - mais corretamente - a que pode enxergar!