segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

1716




 OLHOS DE VER 

As nuvens eram esculturas de um material nobre e brilhante, de uma procedência desconhecida, porque não se assemelhava a nada que conhecemos.  Era um misto de metal, antes líquido, que condensou-se em formas lindas dentro de bordas um pouco mais escuras, mas ainda assim, brilhantes e de mesma consistência.  

Não tenho certeza, se não eram vaporosas e ao mesmo tempo tangíveis.  Acho que poderiam ser as duas coisas e mais.  As formas abstratas não me instigaram para procurar desenhos nelas, apenas apreciei seus formatos.


Era preciso contemplá-las, antes que voltassem a ser líquidas, novamente. O que poderia acontecer a qualquer momento, sem deixar nenhum fragmento como rastro.


Estavam ali, sustentadas por fios invisíveis, mas muito fortes, capazes de garantir toda aquela beleza colossal.  


Para quem teve olhos de ver, foi possível admirar todo aquele esplendor!