[Textos
- 72 -"Freios assassinos"- 14/01/16]
Ele é o pior ... porque tem poder
anestésico e nos nega a vida como ela deveria ser. Não
nascemos sob seu domínio, mas aprendemos desde cedo, pelos que estão a nossa volta, que é ele quem permite ou não! Dominados por ele perdemos a coragem , a espontaneidade e a alegria - ganhamos a incerteza, a timidez
e a melancolia. Vai transformando aos poucos a vida numa
sucessão de fatos pobres de qualidade e número.
Ele é o medo, o maior vilão. Sob
seu domínio, não somos mais do que um rascunho feito às pressas, de nós mesmos!
Quando o enfrentamos e passamos por ele ...
damos de cara com a culpa. Ah! Ela é
sagaz. Faz o trabalho que o medo não foi capaz de terminar, com seus unstrumentos de tortura! Se nos damos mal ela nos acusa, julga, condena e executa ... se
nos damos bem, ela arranja sempre uma maneira de distorcer os fatos e nos faz sentir
"inadequados". No seu discurso
há sempre um porém. Nunca um ponto
final! É semeadora da dúvida!
Não somos filhos deles ... mas nos
tornamos! Apesar de sermos filhos da
liberdade, somos seqüestrados por esse casal em alguma esquina ou beco.. No sentido da obediência a eles, somos excelentes filhos e péssimos
empreendedores da nossa própria vida. Pedimos
sempre suas bençãos a qualquer atitude que venhamos tomar pelos caminhos ...
Somos a criança que diz adeus, mas volta e meia olha pra trás, insegura da
decisão; quando deveríamos ser o adulto
que talvez olhe pra trás ... mas só pra dar um tchauzinho e um sorriso de
despedida a quem ficou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário