ACRÓSTICO
Fiquei, mas com a
sensação de ter sido levada
O coração,
roubou-me, ladrão, deixei que levasse!
Inconscientemente, quis e
atravessou-me
Um mergulho em suas
águas doces e profundas
Mas se vive sem
coração?
Restou-me uma
parte, sobrevivi
Irrigou o solo seco, nem dei conta
Onde cortou? No
meio da vida...
Queria que não fosse
nem no meio, nem riscasse nela
Uma linha
perpendicular, porque não pude segui-lo!
Enquanto deixei o
sal do choro no doce de suas águas
Padeci nas
corredeiras da correnteza
Arrastei de aluvião
o fundo
Sedimentos
deixados, sentimentos foram com ele
Submergi, saí, mas
atravessa de novo e de novo...
Ouço o barulho,
sinto a força de suas águas, revivo
Único instante em
que faço parte dele!
E a cada vez, leva mais de mim, do que restou
Modifica-me o
curso, remexe-me o fundo do leito
Move algo, que
emerge
Impele que eu corra
para o mar, mas
Não quero o mar,
quero o rio!
Há coisas que
sinto, faço, nem sabe
Alegra-me a trajetória para depois...
Viver a tristeza
pela simples lembrança
Impele que eu busque
o mar
Desnorteia-me as
águas, para então acalmar
Alterna-me emoções,
sem de fato sair de minha vida! 2/3/7

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