SAUDADE
17/10/20
À saudade, peço que seja breve e ao tocar a minha alma, a toque de leve.
A saudade tem o poder de ir e vir, mas a vida só pode, adiante seguir.
Peço à saudade que não seja inclemente, porque sei, que ela vai embora, tarde ou cedo, e a minha alma fica por aqui, ainda algum tempo.
A saudade é visita que se senta na sala, vai à mesa, às vezes se deita comigo, remoendo o assunto e quando se vai, me deixa nostálgica - sem com isso, me permitir mudar um milímetro sequer, de como, tudo se deu. Ela só faz voltar aos velhos capítulos e revolver as letras e lembranças - um sentimento que não dá em nada - pois tudo permanece como é, quando ela se vai, deixando seu ranço. Chego a pensar que ela se presta a instigar o desconforto, porque uma história não se modifica de trás para frente - e sim, do agora para frente. Ela sabe muito bem disso!
Ser saudosa, até que tudo bem, eu lhe permito ser; mas que não me seja salgada (coisa que nem sempre acontece), pois algumas vezes, se mostra, completamente insensível às minhas súplicas.
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