Mostrando postagens com marcador Bert Hellinger. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bert Hellinger. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de março de 2016


A Indignação
"Quando nos tornamos indignados sobre uma situação qualquer, parece que estamos do lado do bem e contra o mal, do lado da justiça e contrário à injustiça. 
Parecemos então ser aquele que intervém entre o agressor e sua vítima de modo a impedir um mal maior. 
Contudo, pode-se também intervir entre eles com amor, e isso seria, com certeza, melhor. Assim, o que o indignado quer? O que ele realmente obtém?

O indignado se comporta como se ele próprio fosse uma vítima, embora não seja. Ele assume o direito de exigir uma reparação do agressor embora nenhuma injustiça tenha sido feita, pessoalmente a ele.
Ele assume a tarefa de advogado das vítimas, como se ele tivesse dado a ele o direito de representá-las; e fazendo assim, deixa as verdadeiras vítimas sem direito.
E o que faz o indignado com esta pretensão? Ele toma a liberdade de fazer coisas más aos agressores sem medo de qualquer consequência ruim para sua própria pessoa; pois suas más ações parecem estar a serviço do bem, e assim elas não temem qualquer punição.
De modo a manter sua indignação justificada, tal pessoa dramatiza tanto a injustiça sofrida pelas vítimas quanto as consequências das ações da parte culpada. Ela intimida as vítimas a verem a injustiça pelo mesmo modo com ela mesma vê.
De outro modo, caso as vítimas não concordem, tornam-se suspeitas e alvo de uma indignação justificada, como se elas mesmas fossem agressores.
Da perspectiva da indignação é difícil para as vítimas deixar seu sofrimento ir embora, e é difícil para os agressores deixarem sua culpa ir embora.
Se às vítimas e aos agressores for permitido encontrar uma resolução e uma reconciliação por seus próprios meios, elas podem se permitir, uma a outra, um novo começo.
Mas se a indignação entra em cena, tal resolução é muito mais difícil, pois o indignado, geralmente, não fica satisfeito até que o agressor tenha sido completamente destruído e humilhado, mesmo que isto, ao ser feito, intensifique o sofrimento das vítimas.
A indignação é em primeiro lugar uma questão de moralidade. Isto quer dizer que o indignado não está realmente preocupado em ajudar outra pessoa, mas comprometido com uma certa demanda para a qual ele se proclama o executor.
Deste modo, ao contrário de alguém que ama, tal pessoa não conhece nem contenção, nem compaixão.
Nós estamos liberados do mal quando podemos, serenamente, deixá-lo ir."


quinta-feira, 3 de março de 2016

Irene Mueller







"O emaranhamento
Acontece, porém, que na nossa família alguns foram excluídos, rejeitados, esquecidos, dados, ou talvez abortados. E agora essa consciência arcaica procura restabelecer a ordem de tal forma que toma a serviço um inocente, alguém de uma geração posterior, uma criança ou um neto ou alguém que veio muito mais tarde, para que ele ou ela represente essa pessoa excluída. Essa consciência arcaica força alguém que veio mais tarde a ser benevolente. Trata-se, no entanto, de uma benevolência inconsciente para a qual ele ou ela é movido por essa consciência arcaica. Precisam comportar-se como esse excluído, de forma inconsciente. Estão emaranhados.

Este é um amor que se encontra no abismo por ser inconsciente. Está cegamente entregue a um outro poder. Pois, na realidade, esse amor é o amor da consciência inconsciente, arcaica, coletiva. Não é mais um amor próprio. Porém, em relação ao todo, é amor. Quem for abrangido por ele, encontra-se num movimento de amor, mesmo que inconsciente."
Trecho do livro "O Amor do Espírito" – Bert Hellinger

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015




A Consciência Grupal
"Dentro de cada sistema operam algumas leis. Estas são reforçadas pela consciência comum.
A primeira lei é: ninguém se pode perder do grupo. Se alguém é excluído, por medo ou esquecimento ou por se terem comportado de uma forma que transgrediu as regras do grupo, a consciência comum mais tarde faz um membro da família representar a pessoa excluída.
Assim, muitas vezes na geração seguinte ou mesmo na seguinte a essa alguém sente e se comporta como a pessoa de uma geração passada, mesmo que não saiba nada sobre esse antepassado. Isto é como um entrave.
Através das Constelações Familiares os entraves podem ser trazidos à luz e resolvidos".
(Excerto de uma palestra de Bert Hellinger no Departamento de Educação da Universidade de Taipei a 10 de Outubro de 2001).

segunda-feira, 30 de novembro de 2015




Maria Teresa P. Gomes


Você sabia que muitas doenças podem se repetir por gerações em uma família? E que o fazemos por amor?
O workshop ‘Saúde e As Ordens do Amor’ nos ensina a identificar esses mecanismos de repetição, pois abordará teoria e exercícios importantes para se ter um olhar mais completo sobre o assunto saúde no sistema familiar.
“A paz começa onde cada um de nós pode ser da forma que é, onde cada um de nós permite ao outro ser como é ficar como está.” Bert Hellinger, em O Amor do Espirito.

sábado, 28 de novembro de 2015



Falar Sobre os Problemas Acalma (por Bert Hellinger)
"Imaginem que estão na escola e são confrontados com uma criança muito agressiva e que perde facilmente a cabeça. Então pode suspeitar-se que há uma dinâmica deste tipo na sua família de origem.
E não se deve dizer que esta criança é má porque a criança não consegue sair disto sozinha. Outras forças são necessárias para a ajudar.
Pode-se sim chegar à família e perguntar-lhes "Que aconteceu de especial na sua família de origem? Existem segredos sobre os quais vocês não gostem de falar?".
Talvez eles digam algo. Mas mesmo que não se faça qualquer terapia com eles, só o facto de falar sobre estas possibilidades vai promover um efeito calmante em todos os membros da família."

quinta-feira, 26 de novembro de 2015


A clareza
Muitas vezes tateamos no escuro, sem informações e mesmo assim algo importante vem à luz e tem um efeito que continua atuando quando não interferimos. 
Na psicoterapia e, em muitos sentidos, também nas Constelações familiares, principalmente da forma como eram realizadas no início, procuramos por uma solução e muitas vezes a encontramos. 
Quando se trata de algo mais profundo, não podemos fazê-lo desse modo, nós acompanhamos um movimento da alma, como ele se revela. No momento que começa, podemos parar. Esse movimento continua por si só. 
Quando procuramos por uma solução, muitas vezes já possuímos uma imagem de como ela deveria ser. Existem situações onde essa imagem está certa e desenvolve um bom efeito. Nesse caso específico isso não foi possível. Não sabemos qual poderia ser a solução, porém pudemos observar um movimento. Quando esse movimento vem à luz e permitimos que a imagem desse movimento permaneça da forma que se revela, sem querer-mos mudá-la, a força é muito maior do que se procurássemos por uma solução. 
A chance de algo se modificar é maior quando para-mos na hora certa. Principalmente o ajudante permanecerá conectado com uma força maior, e o cliente também. 
Então existe algo que atua, algo que se encontra para além de nossas habilidades. Estar em sintonia com o caminho e com o movimento da alma, seja para onde conduzam e mesmo que nos conduzam à morte, cria clareza. Tudo se torna claro, tanto para o cliente como para o ajudante. E ficamos humildes.

Bert Hellinger. 
O Amor do Espírito. Ed. Atman.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015



Bert Hellinger







SEXUALIDADE E AFETIVIDADE:


" “A consumação sexual constitui o maior ato humano possível. Nenhuma outra ação humana está mais em harmonia com a ordem e a riqueza da vida, expressa melhor nossa participação na totalidade ou traz consigo prazer tão intenso e, em consequência, sofrimentos tão intensos.”






Tudo o que lamento, estou excluindo. Tudo o que acuso, estou excluindo. A cada pessoa que desperta a minha raiva, estou excluindo. Cada situação em que me sinto culpado, a estou excluindo. E eu estou cada vez mais empobrecido.

O caminho inverso seria: tudo o que lamento, o olho e digo: Sim, foi assim e o incorporo em mim com todo o desafio que me representa. Digo: farei algo com você. Agora você tomo como uma fonte de força, seja como for. O movimento básico é sempre o mesmo: em vez de excluir, incorporar.


quinta-feira, 12 de novembro de 2015




EU VEJO VOCÊ
Quando o amor dos pais um pelo outro, como homem e mulher, mantém a sua prioridade, os filhos geralmente sentem-se muito confortáveis e satisfeitos. Em famílias assim, o pai está implicitamente a comunicar aos seus filhos, "eu vejo você como és, mas também vejo a tua mãe em ti; e em ti, eu amo-a e respeito-a mais do que sempre." E a mãe comunica aos filhos, "eu vejo você como és; mas ver-te lembra-me o quanto eu amo e respeito o teu pai, porque eu vejo-o em ti também." E os pais comunicam um ao outro, "quando vejo os nossos filhos, amo-te e respeito-te ainda mais." Então o amor dos pais para com os seus filhos é uma continuação do seu amor como um casal, mas o amor de um para o outro dos pais mantém a sua precedência, e os filhos sentem-se livres. (Bert Hellinger)

quarta-feira, 28 de outubro de 2015


Escola Arqueiros do Saber e da Luz                           

“Muita gente julga que o amor tem o poder de superar tudo, que é preciso apenas amar bastante e tudo ficará bem. (…) Para que o amor dê certo, é preciso que exista alguma outra coisa ao lado dele. É necessário que haja o conhecimento e o reconhecimento de uma ordem oculta do amor.”
Bert Hellinger

segunda-feira, 26 de outubro de 2015






Constelações Familiares & Psicologia: A serviço da vida




"Quero dizer algo sobre as doenças. (...) Observei, no entanto, que quando alguém tem uma doença específica ou sofre de um determinado mal físico, principalmente quando se trata de uma doença grave, então aquilo que machuca e adoece se encontra em ressonância com outra pessoa. Está em ressonância com uma pessoa que foi excluída ou esquecida pela família. Apesar da doença se afastar de nós, esta se volta para outra pessoa, deseja guiar o nosso olhar para esta pessoa. Quando honramos esta pessoa, quando a acolhemos em nosso coração, a doença muitas vezes pode partir. O mesmo acontece no caso de uma criança difícil. Ela está em ressonância com uma outra pessoa (...)." - Bert Hellinger











"(...) quando uma criança desenvolve esse tipo de doença ou quando nasce com algum tipo de deficiência, então os pais procuram frequentemente a causa neles mesmos. Perguntam-se: onde falhamos? Ou, onde falhei? Ou, onde o outro falhou? Qual é o efeito disso? Que tipo de efeito existe para o casal? E que tipo de efeito existe para a criança? Essa pergunta separa o casal. Eles têm a fantasia: se tivéssemos nos comportado de forma diferente, isso não teria acontecido. Imaginam que a questão estava em suas mãos, mas infelizmente não perceberam. Assim, não conseguem dedicar-se inteiramente à criança e realizar aquilo que lhe faz bem, com amor pleno." - Bert Hellinger




Por vezes há movimentos amorosos na direção dos progenitores que são interrompidos. Quando ocorrem numa fase inicial do desenvolvimento a criança sente-se infeliz, desamparada, talvez até rejeitada. E se o movimento amoroso não é retomado estas sensações podem perdurar.
Através desta terapia dá-se conta destes movimentos interrompidos. Mas mais do que restabelecê-los é importante verificar se os próprios progenitores, também eles, possuem movimentos interrompidos para com os pais deles.
E é assim que ocorre a cura com as Constelações: é transgeracional, beneficiando o sistema familiar de origem e o sistema atual.


sexta-feira, 23 de outubro de 2015


"Quando olhamos para nossos antepassados, para muitas gerações através das quais a vida nos alcançou, ocupamos o último lugar. Esse é o lugar para onde tudo flui conjuntamente. Toda plenitude que se acumulou através de muitas gerações chega a nós porque estamos embaixo e permanecemos embaixo. O último lugar é, por conseguinte, um lugar de plenitude".
~ Bert Hellinger, trecho extraído do livro As Igrejas e o seu Deus, Ed. Atman.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015


Constelações Familiares & Psicologia: A serviço da vida

"Uma das idéias é que podemos manter segredo, isto é, quando negamos a existência de uma pessoa, acreditamos que ela simplesmente não existe mais e que ninguém vai percebê-lo. Muitas gerações posteriores ainda vão percebê-lo." - Bert Hellinger

sexta-feira, 2 de outubro de 2015


"A cura segue o mesmo caminho da doença: 
ela começa no nosso íntimo e passa para o corpo."

Bert Hellinger

quinta-feira, 17 de setembro de 2015






"Quando olho para o outro apenas como indivíduo, posso me surpreender negativamente. Quando vejo como ele está conectado com sua família e sei algo sobre os emaranhamentos, então vejo que ele não pode ser de outro jeito".
~ Bert Helinger

terça-feira, 8 de setembro de 2015





Quando uma mãe fala mal do pai ao filho, este concorda externamente, mas se vinga da mãe internamente, desviando-se de seu próprio sucesso, adoecendo ou se tornando vítima de ‘acidentes’ que comprometem a própria vida. Bert Hellinger

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A Grande Alma
Pergunta (de um participante): "Quando os representantes se sentem como as pessoas que representam, há alguma hipnose envolvida?"
Bert Hellinger: "Não, não há qualquer hipnose envolvida. Assim que os representantes são colocados, sentem-se como as pessoas representadas sem as conhecerem. E apesar dos representantes não terem qualquer ideia do que se passa, podemos ver os seus movimentos e como eles evoluem.
O terapeuta também não conhece as pessoas representadas, por isso não pode influenciar hipnoticamente os representantes. O coração dos representantes pode bater mais depressa, as suas vozes podem alterar-se, ficarem com dor de cabeça, podem ficar rígidos e não se conseguirem mexer... Isto prova que existe uma conexão entre todas as pessoas.

Há algo em comum que nos une a todas as outras pessoas, e sabemos que isso existe sem que alguma vez tenhamos ouvido falar disso. A esta força unitária eu chamo «A Grande Alma»."




A Consciência Grupal
"Dentro de cada sistema operam algumas leis. Estas são reforçadas pela consciência comum.
A primeira lei é: ninguém se pode perder do grupo. Se alguém é excluído, por medo ou esquecimento ou por se terem comportado de uma forma que transgrediu as regras do grupo, a consciência comum mais tarde faz um membro da família representar a pessoa excluída.

Assim, muitas vezes na geração seguinte ou mesmo na seguinte a essa alguém sente e se comporta como a pessoa de uma geração passada, mesmo que não saiba nada sobre esse antepassado. Isto é como um entrave.

Através das Constelações Familiares os entraves podem ser trazidos à luz e resolvidos".
(Excerto de uma palestra de Bert Hellinger no Departamento de Educação da Universidade de Taipei a 10 de Outubro de 2001).









Constelações Familiares & Psicologia: A serviço da vida

"Nenhuma criança é difícil. O sistema é difícil. Algo em sua família encontra-se fora de ordem. A desordem principal de uma família é que alguém foi excluído ou esquecido. O que então uma criança difícil faz? Olha para aqueles que foram excluídos. À medida que os excluídos retornam ao campo de visão, a criança fica desobrigada. (...) Como crianças, os pais também costumavam olhar para alguém. Especialmente os pais que julgamos difíceis são crianças que estão olhando para uma pessoa excluída. Muitas vezes não estão disponíveis para seus filhos, pois olham para a pessoa excluída.
De que depende, em última instância, também no caso das Constelações Familiares espirituais? Que todos recebam o seu lugar, que aqueles, aos quais foi negado o seu lugar, recebam-no de volta. Assim todos respiram aliviados.
(...) As crianças mais difíceis são aquelas com o maior amor. Muitas vezes, porém, não sabemos para onde estão olhando." - Bert Hellinger













                 


Constelações Familiares & Psicologia: A serviço da vida

"(...) faz parte das ordens do amor na relação entre o homem e a mulher que ambos estejam orientados em função de um terceiro, e que a sua masculinidade e sua feminilidade só se completem num filho. Pois o homem só se torna plenamente homem como pai, e a mulher só se torna plenamente mulher como mãe. E só no filho o homem e a mulher formam indissoluvelmente uma unidade, de maneira plena e visível para todos. No entanto, seu amor ao filho como pais apenas continua e coroa seu amor como casal, porque este vem antes daquele. E, assim como as raízes nutrem a árvore, assim também seu amor como casal sustenta e nutre seu amor de pais pelo filho.
Assim, quando o amor recíproco dos parceiros flui do fundo do coração, também flui do fundo do coração o seu amor de pais pelo filho. E, quando esmorece o amor do casal, também esmorece o amor pelo filho. Tudo o que o homem e mulher admiram e amam em si mesmos e no parceiro, também admiram e amam em seus filhos. E tudo o que os irrita e incomoda em si mesmos e no parceiro, também os irrita e incomoda no filho.
Por isso, onde os pais se dão bem em sua relação conjugal, no que toca ao respeito e amor mútuo, nisso também se dão bem em sua relação com o filho. E onde se dão mal em sua relação conjugal, nisso também se dão mal em sua relação com a criança. Porém, quando o amor dos pais pelo filho apenas continua e coroa seu amor recíproco, a criança se sente considerada, aceita, respeitada e amada por ambos os pais, sabe que está em ordem e sente-se bem." - Bert Hellinger